Segundo dados agora divulgados, relativos à segunda fase do “Childhood Obesity Surveillance Iniative”, (COSI Portugal), promovido pela Organização Mundial da Saúde, em 2010 os Açores apresentavam uma taxa de prevalência de excesso de peso de 34%, quando em 2008 esse valor se situava nos 42%.
Se se considerar só a obesidade infantil, em 2010, a prevalência nos Açores baixou 10 pontos percentuais enquanto no conjunto do país desceu 0,3 pontos percentuais. Foi a Região que registou a descida mais significativa em termos de obesidade infantil e apresenta, neste momento, uma prevalência mais baixa do que a média nacional.
Segundo a Diretora Regional da Saúde, esta diminuição tem a ver com o esforço que tem sido feito no âmbito do Plano Regional de Saúde, através de dois programas, o programa de luta contra a obesidade e o programa regional de saúde escolar.
Contribuiu também para esta diminuição, a decisão do Governo de dotar as unidades de saúde de nutricionistas ou dietistas, permitindo uma ação integrada com os demais profissionais de saúde, no sentido de esclarecer e sensibilizar as crianças e respetivas famílias para os benefícios de uma alimentação saudável.
No âmbito do Programa Regional de Saúde Escolar foi desenvolvido um conjunto de ações envolvendo crianças, professores e famílias, centradas, de igual modo, na importância da alimentação saudável e do exercício físico.
Com o objetivo de se consolidarem e melhorarem os resultados alcançados, o Governo decidiu prosseguir o Projeto para a Prevenção e Tratamento da Obesidade Infantil na Região Autónoma dos Açores, criado em 2009 e implementado junto dos centros de saúde e unidades de saúde de ilha do Serviço Regional de Saúde, sob a coordenação dos respetivos Conselhos de Administração em articulação com os Hospitais.
Para o Governo dos Açores, a problemática da prevenção e tratamento da obesidade infantil na Região assume um papel primordial na missão das unidades de saúde de ilha, na sua vertente de promoção da saúde e prevenção da doença, correspondendo a atuação nesta área a uma necessidade permanente.
O estudo agora divulgado foi feito a partir da avaliação e de inquéritos realizados a 4.064 crianças de 176 escolas do 1.º ciclo do ensino básico, incluindo escolas da Região Autónoma dos Açores.
GaCS
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