“As empresas açorianas têm de ser capazes de projetar na Região uma dinâmica de procura permanente de criação de valor e uma aposta na criatividade”, sublinhou Paulo Menezes, adiantando que em períodos de mudança, de crise e de transição, só sobrevive quem é capaz de antecipar as expetativas do mercado e de gerir em rede, numa lógica de competitividade.
As empresas têm de ser atores “agitadores” do ecossistema, induzindo na sociedade e na economia um capital de exigência e de inovação. Este posicionamento irá conferir-lhes um desejado estatuto de centralidade e sobretudo de liderança no processo de devir em curso, afirmou o governante.
O Diretor Regional, na Universidade dos Açores, adiantou ainda que cabe às empresas “o papel de indutor de mudança e de agregador de tendências. Cabe-lhes pensar, também, à escala global, procurando ser atores simultaneamente locais e globais”. Desta forma, terão o poder de transportar, para a matriz social, a dinâmica imparável do conhecimento e de o transformar em ativo transacionável, indutor de criação de riqueza.
“Às nossas empresas pode caber, também, o papel determinante na mobilização efetiva de talentos, no aproveitamento das suas competências e na geração de criatividade e de inovação que eles podem produzir”, disse o governante. O sucesso deste novo desafio, afirmou, será também o sucesso da Região na tarefa de enfrentar os “compromissos titânicos” da globalização e do conhecimento. A elas cabe, assim, assumir uma dimensão global ao nível da geração do conhecimento e valor, mas também de imposição de padrões sociais e culturais.
Paulo Menezes é da opinião de que é necessário ter em conta que, em última análise, o que está verdadeiramente em causa é a capacidade de criar e manter emprego, bem como de criar e distribuir riqueza.
“Temos plena consciência desta realidade e é por isso que, nestes últimos anos, temos tomado diversas medidas conducentes ao estabelecimento de um quadro propício ao reforço da competitividade e ao desenvolvimento económico dos Açores”, referiu.
Neste sentido, o Plano estratégico para o Fomento do Empreendedorismo, a integração da Região na Plataforma S3 e o desenvolvimento da Estratégia Regional de Inovação da Região Autónoma dos Açores 2013-2020, são exemplos dessas medidas.
Centrando-se na empresa, ator principal de qualquer sistema de inovação, promover-se-á a desejável articulação entre todos os intervenientes, no sentido de se criar um eficaz Sistema Regional de Inovação, rentabilizando-se ao máximo os recursos disponíveis.
A propósito, o governante disse que “importa, por conseguinte, continuar a aprofundar relações de parceria entre diversas instituições, públicas e privadas e, de forma consistente, coerente e integrada, a desenvolver políticas de educação, de juventude, de natureza económica, e de ciência e tecnologia”, concluindo com uma citação de Robert Orben: “Há dois tipos de pessoas no mundo: os realistas e os sonhadores. Os realistas sabem onde estão indo. Os sonhadores já estiveram lá.”
GaCS
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