O Presidente do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro, considerou hoje que a audiência que concedeu à Comissária Europeia dos Assuntos Marítimos e das Pescas, Maria Damanaki, gerou “boas expectativas” para o executivo regional, manifestando a esperança de que se confirmem para benefício do desenvolvimento da Região.
“O Governo Regional sai com boas expectativas em relação a um conjunto de aspetos. Aquilo que esperamos é que se confirmem, que o contributo que a Europa pode dar para que os Açores aproveitem cada vez melhor este potencial que o mar apresenta seja, pelo menos, igual ao potencial que os Açores representam para a União Europeia no espaço atlântico”, afirmou Vasco Cordeiro em declarações aos jornalistas no final da audiência, no Palácio de Santana, em Ponta Delgada.
Nesse sentido, o Presidente do Governo salientou que os Açores “integram-se perfeitamente nas preocupações e nos objetivos” que constam da Estratégia Europeia para a Região Atlântica, frisando mesmo que alguns desses objetivos “confirmam aquilo que já há muito tempo os Açores defendiam e consideravam essencial”, nomeadamente a abordagem a zonas biologicamente sensíveis e a promoção da sustentabilidade da exploração dos recursos.
Para Vasco Cordeiro, a posição que os Açores defendem junto da União Europeia nesta área são sustentadas num “património de políticas que, ao longo de 30 anos de Autonomia, a Região implementou no ponto de vista da exploração dos recursos”.
“É, por isso, que hoje ousamos pensar que temos uma legitimidade acrescida para continuar a insistir em aspetos fundamentais, como a questão das 100 e das 200 milhas, como aspetos que têm a ver com a forma como nos inserimos no espaço da União Europeia e como cumprimos os objetivos que as políticas da União Europeia definem para si”, afirmou.
Na componente mais geral dos assuntos marítimos, Vasco Cordeiro reafirmou que a posição dos Açores no espaço atlântico “dá um potencial enorme para a União Europeia aproveitar” em questões como a vigilância do espaço marítimo ou a prevenção de catástrofes e acidentes.
“O nosso posicionamento no Atlântico Norte é uma mais valia clara para a União Europeia e deve ser também uma mais valia clara para o desenvolvimento da Região”, defendeu o Presidente do Governo, manifestando a esperança de que as expectativas existentes possam “reverter em benefício da Europa que aqui está”.
No que se refere à questão das 200 milhas, Vasco Cordeiro frisou que “o Governo dos Açores nunca deixou de se bater pelas 200 milhas”, considerando que, apesar da evolução da situação nos últimos anos, que não foi favorável, “tendo em conta os objetivos que estão em cima da mesa, faz todo o sentido que se fale novamente neste assunto”.
“As razões que consideramos que nos assistem nesta demanda são razões que estão quotidianamente presentes nas preocupações da União Europeia quando fala de exploração sustentável de recursos”, afirmou Vasco Cordeiro.
GaCS
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