
A maioria dos municípios açorianos possuem planos de emergência, mas as cartas de risco de que dispõem necessitam de ser actualizadas, revelou hoje, em Ponta Delgada, Paulo Couto, administrador-delegado da Associação de Municípios dos Açores.
Paulo Couto, que falava na apresentação do projecto PREMUMAC (Preparação dos Municípios Macaronésios para Situações de Catástrofe), salientou que esta iniciativa permitirá “minimizar as lacunas existentes quanto à prevenção e resolução de situações de risco”.
O PREMUMAC, orçado em 712 mil euros, é uma iniciativa da Federação de Municípios das Canárias, Associação de Municípios dos Açores e Associação de Municípios da Madeira. Este projecto envolverá 14 municípios dos três arquipélagos que integram a região da Macaronésia, dos quais apenas três serão dos Açores. A escolha destes três municípios será feita com base numa selecção que privilegiará “os que têm mais sensibilidade e necessidade” na área da prevenção de catástrofes.
Paulo Couto desvalorizou o facto do projecto integrar apenas três municípios açorianos, salientando que as recomendações e o guia de boas práticas que resultarão desta iniciativa serão úteis a todos os municípios. O projecto, com um prazo de execução de 36 meses, vai desenvolver-se em quatro fases, a primeira das quais é o diagnóstico das situações de risco existentes nos municípios envolvidos.
A promoção da prevenção dessas situações é o objectivo da segunda fase, a que se seguirá a elaboração de planos de emergência, cartas de risco e planos de contingência para enfrentar os problemas identificados. A quarta fase envolve a formação de chefias, técnicos e primeiros intervenientes em gestão de situações de risco.
Fonte: Público
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