terça-feira, 10 de novembro de 2009

Conservação e requalificação do património preservam identidade açoriana



A conservação e requalificação do património construído é essencial para a preservação de referências da identidade açoriana, disse hoje, em Santa Cruz das Flores, o presidente do Governo Regional.

Falando na cerimónia de inauguração do Centro de Interpretação Ambiental do Boqueirão, Carlos César sublinhou que o investimento “sem paralelo, no País”, garante que “as actuais gerações, bem como as que despontam”, conheçam essas referências e “partilharão com elas um futuro com passado”.

O aproveitamento do espaço onde está instalado o Centro e a Ecoteca, num investimento de 1,3 milhões de euros, é, por outro lado, um exemplo de novas funcionalidades que coabitam com a recuperação do património construído, valorizando-o e dando-lhes novas utilidades.

O chefe do executivo disse, por outro lado, que a ilha das Flores é uma das que beneficiam de investimentos de relevo para a sustentabilidade ambiental, dando como exemplos a instalação de uma nova unidade produtora de energia eléctrica de fonte renovável, obras de protecção costeira, remoção de flora invasora e a construção de um Centro de resíduos.

“Este último investimento, de cerca de seis milhões de euros, resolverá o problema dos lixos urbanos de todo o Grupo Ocidental”, lembrou Carlos César, alertando depois para a necessidade de as autarquias iniciarem a preparação dos equipamentos para a recolha selectiva de resíduos e promoverem acções de sensibilização e informação sobre o assunto.

O presidente do Governo salientou que não bastam iniciativas políticas “com êxito” para a classificação das paisagens com títulos como Património da Humanidade, Zonas de Protecção Especial da Rede Natura 2000, Área Protegida segundo A Convenção Ramsar, Reserva da Biosfera, GeoParque ou Parque Natural de Ilha, “para que se cumpram os elevados desígnios ambientais que traçámos para esta ilha das Flores”.

O Centro de Interpretação Ambiental hoje inaugurado, no espaço adjacente à antiga Fábrica da Baleia, vai integra-se num conjunto em que aquela unidade, afecta ao Museu das Flores, será, “num futuro próximo”, um importante complemento do acervo contido no edifício do Convento de São Boaventura, na perspectiva da explicação da relação da ilha com o mar, com especial ênfase, naturalmente, para questões de baleação”, explicou Carlos César.



GaCS/FA

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