
Ao presidir à inauguração das obras de recuperação do Convento dos Franciscanos, na Lagoa, Carlos César confessou que, no seu executivo, “orgulhamo-nos muito daquilo que é o elevado investimento que fazemos na cultura nos Açores.”
Segundo adiantou, esse investimento é feito “não só no apoio aos criadores e à fruição cultural em geral, mas, de forma especial, no que diz respeito à preservação e valorização do património edificado.”
Para o Presidente do Governo dos Açores investir na cultura e na recuperação do património edificado é, ao mesmo tempo, uma acção cívica e “um elemento de dinamização económica, de criação de emprego, de introdução de referências culturais e identificadoras dos lugares que influenciam a sediação económica, atraem as pessoas e qualificam esses lugares para atraírem também, por exemplo, fluxos turísticos.”
Daí que o investimento na cultura não seja, na sua opinião, um investimento marginal à prioridade que, face às dificuldades actuais, tem de ser conferida hoje, nos Açores e no país, ao incentivo e à protecção da actividade económica, mas “um investimento que aposta num elemento associado à economia e ao desenvolvimento sustentado.”
Carlos César – elogiando as câmaras municipais que se têm preocupado com a recuperação do património edificado, como foi o caso da Câmara da Lagoa com as obras que levou a efeito no Convento dos Frades – assegurou que o Governo tem desenvolvido todos os esforços no sentido de evitar que se degrade ou desapareça o valioso património edificado regional.
Exemplificando, referiu a recuperação de um exemplar da arquitectura industrial, como é a antiga Fábrica do Álcool da Ribeira Grande, para ali ficar instalado o futuro Centro de Artes Contemporâneas; a recuperação de imóveis onde viveram personalidades que fazem parte da história da região, como é o caso da Casa Manuel de Arriaga, no Faial; ou, ainda, na recuperação de edifícios associados a actividades profissionais ou económicas já desaparecidas, como está a acontecer na Fábrica da Baleia do Boqueirão, nas Flores.
“É, por isso, uma obra que sinto um especial gosto que seja acompanhada pela maior parte das autarquias locais, que fazem desse seu investimento um investimento a favor da identidade e da valorização dos seus concelhos”, disse.
GaCS/CT
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