
A aposta na qualificação dos recursos humanos das empresas, além de estimular a competitividade, garante um rótulo de qualidade em cada obra que fazem. Foi esta a mensagem transmitida, esta manhã, pelo Director Regional dos Equipamentos e Transportes Terrestres, sublinhando que, desta forma, somam mais oportunidades de se actualizarem, inovarem e acompanharem a evolução natural do sector construtivo.
Miguel Costa, que falava na sessão de abertura do seminário “Eurocódigos – o inicio da sua aplicação em Portugal”, frisou que, neste caso, as normas europeias, com as necessárias adaptações, não devem ser encaradas como uma imposição, mas antes como um factor de qualidade num mundo exigente de mercado aberto e em constante evolução.
Na actual conjuntura a aposta na formação é um dos mecanismos de modernização das empresas, um “esforço que tem sido compensado no reforço da competitividade do sector empresarial regional, que tem sabido apresentar-se de forma economicamente vantajosa e tem permitido executarem projectos e obras públicas na Região”, sublinhou o Director Regional, referindo que a grande maioria das empreitadas do Governo dos Açores têm sido adjudicadas a empresas regionais e, no caso da Secretaria Regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos, estas atingem actualmente os 98 por cento.
Miguel Costa elogiou ainda o excelente trabalho das empresas regionais, assinalando que muitas delas já possuem, inclusive, certificado de qualidade, “o que demonstra vontade de actualização, inovação e adaptação às directrizes e desafios comunitários”, acrescenta.
Os Eurocódigos têm na sua origem os conceitos de qualidade e de rigor, como forma de satisfazer as exigências essenciais das obras, como é o caso da resistência mecânica e estabilidade, segurança contra incêndio e segurança na utilização. Essas normas visam, igualmente, fornecer as bases para a elaboração dos cadernos de encargos, para a prestação de serviços de engenharia e para a instituição da marca CE de produtos e elementos estruturais.
“À semelhança das grandes cidades, como Lisboa e Porto, os Açores pretendem seguir no pelotão da frente no que diz respeito à inovação e é, também por isso, que estamos hoje a promover uma acção desta natureza”, referiu o governante.
Miguel Costa endereçou ainda um agradecimento às empresas que se associaram ao Governo Regional nesta formação, um apoio fundamental para que a inscrição fosse gratuita e não representasse mais um encargo para os formandos aqui presentes. “O vosso contributo vem comprovar, uma vez mais, que estas parcerias são um bom exemplo quando estão em causa valores como a da qualificação dos recursos humanos, como é o caso”, afirmou.
GaCS/VS
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