quinta-feira, 9 de junho de 2011

Reservatório geotérmico da Terceira tem capacidade térmica para produzir até 50 MW de energia



O Secretário Regional do Ambiente e do Mar reafirmou hoje, na Horta, que o reservatório geotérmico da ilha Terceira “tem comprovadamente uma capacidade térmica para produzir até 50 megawatts (MW) de energia”.

A garantia foi avançada por Álamo Meneses na Assembleia Legislativa, em resposta à acusação, feita pelo deputado Aníbal Pires (PCP), que as expectativas de produtividade do projecto geotérmico da Terceira foram inflacionadas para iludir investidores e atrair capitais.

“Esta é uma acusação muito grave e uma acusação que eu queria muito frontalmente desde já refutar”, disse o Secretário do Ambiente e do Mar.

Segundo Álamo Meneses, “ninguém se enganou” na avaliação do potencial geotérmico da Terceira e “os furos que foram feitos comprovaram exactamente aquilo que eram as previsões”.

Os furos foram projectados para uma central de 12 MW mas, infelizmente, esses furos “não atingiram camadas que tenham a permeabilidade que se desejaria”, avançou o governante.

Por outras palavras, continuou Álamo Meneses, “apesar da energia lá estar, não é possível extraí-la porque não há água ou vapor de água disponível nas quantidades necessárias”.

Conforme explicou, só por essa razão – e só por uma razão que não tem nada a ver com a capacidade do reservatório – é que, neste momento, “não é possível garantir com os furos que existem mais do que 3 MW”.

O Secretário Regional do Ambiente e do Mar lembrou, todavia, que “em qualquer projecto geotérmico há sempre uma fase exploratória que normalmente é relativamente longa”, já que “é muito difícil, logo no primeiro furo, acertar exactamente no lugar certo e na composição certa”.

Referiu, também, que “o que aconteceu na Terceira não é diferente do que aconteceu em São Miguel, em que foram precisas décadas para se conseguir atingir a produtividade desejada”.

Álamo Meneses assegurou, porém, que o “investimento vai continuar” no campo geotérmico da Terceira, pois “o Governo Regional e as empresas que investiram ali continuam empenhados em retirar energia daquele reservatório e em retirar rendimento do investimento feito”.

GaCS/FG

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