
Em resposta ao artigo publicado, hoje, no “Diário dos Açores”, o Secretário Regional da Saúde sublinha que, do estudo elaborado pelo Conselho Directivo Regional da Ordem dos Enfermeiros, se pode, efectivamente, concluir, que grande parte dos enfermeiros inscritos na Ordem, nos anos de 2009 e 2010, está a trabalhar.
O próprio coordenador do estudo disse à comunicação Social que “94% dos 168 enfermeiros formados nos Açores em 2009 e 2010 estão a trabalhar o que foi, para nós, um dado muito interessante”.
Do mesmo modo, o estudo disponível na página da Ordem dos Enfermeiros e apresentado na cerimónia, refere que “à questão colocada sobre se presentemente se encontravam a trabalhar, independentemente do trabalho ou vínculo, 96% respondeu afirmativamente”.
O Secretário da Saúde sublinha que, nos tempos que correm, o estudo em causa é motivador para a classe e, naturalmente, deixa o governo satisfeito.
É compreensível que uma parte significativa dos enfermeiros que saíram, em 2010, esteja a desempenhar funções ao abrigo do programa Estagiar L, porque as instituições, para evitarem custos directos, aproveitam este instrumento implementado pelo Governo Regional para proporcionar um estágio remunerado aos recém-licenciados.
Mas, o que é marcante – segundo o mesmo estudo – é que dos alunos saídos no ano de 2009, apenas 2 ainda estavam no “Estagiar L”, sinal de que – à data da realização do estudo - o mercado tinha assegurado um vínculo laboral a 72 enfermeiros, 37 em contrato por tempo indeterminado, 26 em contrato a termo certo e 9 em regime de prestação de serviço. Como causa deste facto estão, certamente, as medidas implementadas em 2010 com vista à extinção dos horários acrescidos e à diminuição do trabalho extraordinário nos Hospitais da Região.
Por outro lado, o autor do estudo expressou algumas preocupações face ao futuro, designadamente em relação aos enfermeiros que estavam em regime de estágio remunerado em 2010 e em relação aos que sairão no futuro das escolas de enfermagem. São inquietações que se colocam certamente a muitos outras profissões. O que se pode deduzir é que no tocante aos enfermeiros o quadro não é desanimador, conforme refere o próprio autor do estudo.
O Secretário Regional da Saúde congratula-se com esse facto e sublinha uma vez mais o sucesso do programa Estagiar L, que tem permitido que os profissionais consigam um estágio profissional, mal terminem o seu curso, e tem constituído uma importante porta de acesso ao mercado de trabalho, como demonstra o caso dos enfermeiros.
Miguel Correia lamenta que a leitura feita pelo “Diário dos Açores” deturpe de forma primária a interpretação dos dados publicados.
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