
A Escola 2,3 S de S. Roque do Pico dispõe, a partir de hoje, de um edifício exclusivamente destinado ao 1º Ciclo e à Educação Pré-escolar, bem como um novo pavilhão desportivo que servirá todos os alunos e a comunidade local.
No discurso que proferiu na cerimónia de inauguração das duas infra-estruturas, o Presidente do Governo dos Açores chamou a atenção para o facto de se estar em presença de mais uma etapa na reestruturação da rede escolar – que o Governo “tem vindo a promover através de um vultuosíssimo investimento” – e não de um acto isolado.
Aliás, trata-se, como disse, de um processo de infra-estruturação escolar que tem exigido uma ponderação muito rigorosa das aplicações orçamentais, implicando a necessidade de não poderem decorrer obras a mais ao mesmo tempo, pois, caso contrário, o Governo não as poderia pagar atempadamente às empresas e aos fornecedores.
“O facto de pagarmos atempadamente nos Açores é não só bom para a economia, como é, em geral, uma vantagem reputacional num país tão abalado por desastrosas opções de gestão financeira”, disse Carlos César.
Afirmando ser imperioso “aferir, constantemente, prioridades e, com a mesma determinação, reorganizar e redimensionar projectos, adequando-os não só à evolução da população escolar destinatária como à racionalidade dos custos associados”, manifestou-se certo de que “o tempo em que vivemos torna essa gestão, mais concreta e precaucionária, absolutamente incontornável.”
Apesar disso, são muitas as obras, no campo da educação, que se têm feito ou estão em curso em várias ilhas, como são os casos da nova Escola da Piedade, a nova Escola de Água de Pau, a ampliação da Escola Básica Integrada de Angra do Heroísmo, as novas instalações da Gaspar Frutuoso, na Ribeira Grande, a requalificação da Escola de Rabo de Peixe, a requalificação da Escola Secundária Domingos Rebelo, a construção da nova Escola Básica e Integrada da Horta, a nova Escola Básica Integrada Francisco Ferreira Drummond, na Terceira, ou a nova Escola Básica Integrada de Ponta Garça.
“Estamos a requalificar e modernizar os edifícios das nossas escolas, devolvendo-lhes dignidade, eficácia e funcionalidade, criando condições para a prática de um ensino moderno, adaptado às exigências programáticas actuais, às novas tendências educativas e às incorporações tecnológicas”, sublinhou Carlos César.
O governante aludiu à aposta governamental “no contributo dos apetrechamentos para a qualidade do ensino e para uma aprendizagem mais motivadora e mais eficaz”, para revelar a aquisição de cerca de 2000 computadores portáteis, “melhorando o rácio aluno/computador, actualmente de sete para um, especialmente nas escolas do 1.º Ciclo.”
Fruto de uma parceria entre o Governo – que investiu 350 mil euros – e a Câmara Municipal de S. Roque, o edifício hoje inaugurado tem uma capacidade para 240 alunos, desenvolve-se em dois pisos e dispõe de um auditório, sala polivalente e os respectivos espaços de apoio, recebendo já este ano 125 alunos de várias freguesias do concelho.
No caso do Pavilhão Gimnodesportivo, tratou-se de um investimento de perto de 1,2 milhões de euros assumido, na sua totalidade, pelo Governo, e correspondendo a modernos conceitos de utilização partilhada entre a comunidade escolar e a população local, em especial o movimento associativo desportivo.
Realçando que mais de um terço dos jovens açorianos em idade escolar tem uma prática desportiva regular ou sistemática, Carlos César revelou que, na ilha do Pico, essa participação chega mesmo a cerca de 55%.
O Presidente aproveitou o ensejo para lembrar os êxitos desportivos mais recentes de atletas e clubes picoenses, designadamente o Ribeirense, os Toledos e o Candelária, “bem como a nossa campeã do mundo e da Europa de atletismo adaptado, Maria João, que se constituíram, com o seu trabalho, como bons exemplos que importa salientar e manter, confirmando a qualidade e quantidade das representações do Pico em várias modalidades e escalões competitivos.”
GaCS
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