Subordinado ao tema “Florestas das Ilhas – Um Mundo de Desafios e Oportunidades”, este evento é uma organização conjunta dos Governos dos Açores, da Madeira e das Canárias, indicou Noé Rodrigues na conferência de imprensa que serviu para apresentar a iniciativa.
Este ano, as Jornadas Florestais Insulares contarão com a presença de 150 participantes dos arquipélagos dos Açores, da Madeira e das Canárias, sendo igualmente esperada uma representação de Cabo Verde.
Segundo indicou Noé Rodrigues, estas jornadas, que se realizam alternadamente nos três arquipélagos, visam promover e divulgar os respetivos setores florestais e trocar experiências entre as entidades que tutelam as áreas florestais e conhecimentos a nível técnico.
Reforçar a cumplicidade de todos na defesa do património florestal e sensibilizar as populações em geral para os múltiplos benefícios da floresta são outros dos objetivos deste encontro, durante o qual vão ser apresentados 60 trabalhos, 40 orais e 20 sob a forma de poster.
Para o Secretário da Agricultura e Florestas, que se fez acompanhar nesta conferência de imprensa pelo Presidente da Câmara Municipal da Horta, que apoio o evento, e pela Diretora Regional dos Recursos Florestais, iniciativas como esta permitem também “libertar alguns conhecimentos e oportunidades” no âmbito da capacidade que temos de preservar os nossos recursos naturais.
O programa das VI Jornadas Florestais Insulares contempla também a realização de várias visitas de campo temáticas nas ilhas do Faial, Pico e São Jorge.
Quanto à importância da floresta nos Açores, Noé Rodrigues lembrou que 31,4% do território açoriano é floresta e que, desta área, cerca de 30% diz respeito a floresta de exploração económica.
A floresta açoriana é predominantemente dominada pela criptoméria, cuja importância económica já levou o Governo dos Açores a criar para esta espécie a “marca de boa gestão e exploração”.
Todavia, conforme observou o Secretário da Agricultura e Floresta, nota-se já nos Açores um crescente interesse pela diversificação da floresta de exploração económica, com a plantação de espécies endémicas capazes de fornecerem madeiras “mais nobres”, como são os casso do cedro-do-mato e do pau-branco.
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GaCS
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