O Secretário Regional da Presidência reiterou hoje, na Assembleia Legislativa, que os Açores não podem prescindir dos vários “palcos” que ajudam a projetar a Região no contexto europeu.
Em matéria de assuntos europeus, a nossa ação tem como referência o Estatuto da Ultraperiferia, mas o “resto” não é somente “papel de embrulho” ou simples “espaços cénicos” para aparecer, como aqui quis fazer crer o deputado Duarte Freitas, argumentou André Bradford.
Para o governante açoriano, os Açores não podem prescindir de toda uma “outra panóplia de instrumentos e de palcos que, não sendo de caráter decisório, ajudam a formar consciência, a nível europeu, de qual é a situação açoriana, de quais são as nossas características, de quais são os nossos anseios”.
“Nós somos uma região de muitas regiões europeias, é verdade, mas somos também uma região que, em virtude do seu Estatuto de Autonomia e da sua capacidade legislativa, tem acesso a muitos palcos europeus que importa aproveitar”, sublinhou André Bradford.
O Secretário Regional da Presidência adiantou ainda que os Açores assumem a sua ação externa, no que diz respeito aos assuntos europeus, “com responsabilidade e como parte integrante de pleno direito”.
Tal significa, explicou o governante, que, se por um lado, temos direito a reivindicar um “tratamento diferenciado e particular”, por via do Estatuto da Ultraperiferia, por outro lado “somos capazes de contribuir e temos ativos” que colocámos ao serviço do projeto europeu
A propósito Europa, que se celebra hoje, André Bradford destacou as “virtualidades” e “constante valia” do projeto europeu, aproveitando para verberar “uma certa ideologia reinante na Europa dos nossos dias, que aproveita a conjuntura para aplicar a ideologia”.
“Felizmente, os ventos do último fim-de-semana, a nível eleitoral em França, fazem crer que essa ideologia pode começar a fazer contas e a despedir-se da governação europeia”, disse André Bradford.
Segundo referiu, alguns querem fazer crer que a conjuntura atual decorre da forma como a Europa se comportou nos últimos anos e que, em face disso, o que importa “é reestruturar, alterar profundamente o projeto europeu, acabar com o modelo social europeu e partir para uma nova solução de organização da União Europeia e da ação política”.
O Secretário Regional da Presidência recordou, todavia, que “nós temos visto no último ano quais são os resultados da variante nacional portuguesa desse discurso e dessa intenção constante de resolver as coisas pela austeridade”.
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