sexta-feira, 4 de maio de 2012

Carlos César confiante na recuperação económica


Carlos César afirmou esta manhã que o Governo dos Açores “tem trabalhado muito para que os efeitos da crise económica internacional, das medidas de austeridade do Governo da República e da quebra do financiamento bancário sejam minimizados na nossa região.”

O Presidente do Governo acrescentou que a ação governamental tem sido corporizada “através de apoios que estamos a dar às pessoas que estão com dificuldades em obter emprego, às empresas para manter ou criar novos empregos e, também, através de facilitação do crédito, diminuindo o risco da banca em determinadas operações.”

Considerando que esse é “um trabalho muito difícil”, disse confiar que “já neste segundo trimestre deste ano termos conseguido conter o aumento do desemprego, que se tinha vindo a acentuar até agora”, adiantando haver indicadores que apontam nesse sentido.

Carlos César apontou, no entanto, para a necessidade de uma maior disponibilidade do setor bancário para apoiar as famílias e aludiu, a propósito, a uma crítica recente do Primeiro-Ministro, que elogiou, sobre a tendência da banca para subir os “spreads” na revisão de contratos para financiamentos à aquisição de habitação.

Para Carlos César, há um trabalho muito grande a fazer, “mas, em boa verdade, este trabalho com as instituições bancárias, este trabalho de diminuição das medidas de austeridade que afetam gravemente a nossa economia – as nossas pequenas economias, a restauração, o pequeno comércio, as famílias – é um trabalho que tem de ser feito pelo Governo da República, porque se trata de medidas nacionais e porque só pode ser feito a uma escala de eficiência que é a do Governo da República.”

Segundo assegurou, o Governo Regional vai continuar a fazer a sua parte, “com muita esperança de que o país possa recuperar e que também as instituições nacionais tomem consciência de que não é apertando que se consegue crescer.”

O Presidente do Governo advoga “um equilíbrio muito adequado entre aquilo que são as políticas de austeridade e as disponibilidades que é preciso criar” para que as empresas se recapitalizem e possam gerar emprego e riqueza, para que o país possa satisfazer os seus compromissos.

Afirmando-se convicto de que o Governo dos Açores terá sucesso nesse trabalho, Carlos César disse ser também preciso “que o país nos ajude”, porque “será muito difícil vencer esta crise se nós quisermos avançar nos Açores, mas tivermos um saco de areia às costas que nos impeça de andar mais depressa ou, sequer, de andar.”

Para o Presidente do Governo, é necessária “uma boa política ao nível europeu e ao nível nacional para as nossas boas políticas regionais tenham o melhor sucesso.”

Carlos César falava na cerimónia de apresentação do projeto de requalificação do polidesportivo do Corvo, uma obra orçada em cerca de 600 mil euros que, na sua principal vertente, consiste na cobertura do recinto.

Essa requalificação vai permitir não só melhores condições para a prática desportiva – tornando-a possível em dias de chuva, por exemplo – como servirá para utilização em eventos sociais e culturais que venham a ocorrer na mais pequena ilha do arquipélago.

GaCS

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