Para Carlos César – que falava a mais de cem empresários no decorrer da cerimónia de assinatura de contratos no âmbito do programa de Valorização do Emprego – essa forma de enfrentar as dificuldades permitirá, depois, “estarmos todos cá para fazer com que as nossas empresas e os Açores progridam e retomem o seu dinamismo económico.”
O governante justifica a sua convicção com o “percurso de grande convergência com as médias de riqueza, quer nacional quer europeia”, percurso esse que tem sido, aliás, “muito significativo e apreciado pelas instâncias europeias, como reconhecido por analistas e estatísticas produzidas de forma independente e externa à região.”
De resto, estatísticas hoje vindas a público revelam que a taxa de desemprego nos Açores baixou, colocando a região, de novo, com menor taxa de desemprego do que a média do país, facto que Carlos César não deixou de registar como muito positivo.
“Nós vamos continuar a trabalhar para termos melhores resultados na nossa atividade económica, melhores resultados no nosso nível empregador, melhores resultados em termos da nossa coesão social”, assegurou o Presidente do Governo, para quem os Açores estariam certamente com dificuldades bem superiores se não tivessem sido implementadas as medidas governamentais de apoio às famílias e às empresas que a boa gestão das finanças públicas regionais tornou possíveis.
Como sublinhou, “se o maior equilíbrio das contas públicas constitui um alicerce importante da confiança e da retoma económica, são as empresas que a terão de impulsionar e consolidar, pelo que no caminho não as podemos deixar destruir.”
Os contratos hoje assinados fazem parte de um conjunto de cerca de duzentos que abrangerão empresas de todas as ilhas, num investimento de 10 milhões de euros, e destinam-se a apoiar empresas no acesso ao crédito bancário e que, para além de assegurarem a sua viabilidade, se dispunham a manter o nível de emprego criado.
O apoio financeiro do Governo Regional será prestado sob a forma de empréstimo reembolsável, sem juros, equivalente a até oito vezes o valor mensal da retribuição mínima garantida por cada posto de trabalho permanente que a empresa se compromete a manter, até ao limite de 25.000 euros para as microempresas, 100.000 euros para as pequenas empresas e 300.000 euros para as médias empresas.
O financiamento terá um período de carência de reembolso de 36 meses e um prazo de seis anos e, segundo revelou Carlos César, já na próxima semana terá início a disponibilização das verbas contratadas.
“Vamos continuar a desenvolver e a aplicar esta tipologia de apoios”, garantiu o Presidente do Governo, que se mostrou “convencido de que estamos a fazer o melhor caminho possível, dentro das nossas possibilidades, para ajudar a empresas a ultrapassarem esta fase difícil e a estarem em condições para recuperarem plenamente quando esta fase mais difícil for ultrapassada.”
| 2012.05.16-PGR-AssinaturaContratosEmprego.mp3 |
GaCS
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