Assim sendo, disse Noé Rodrigues numa declaração à margem dos trabalhos no parlamento açoriano, “a posição aqui assumida não foi para esclarecer o assunto, foi antes para tentar denegrir a imagem do Governo Regional” embora, ao fazê-lo, tenham acabado por “denegrir os lacticínios da Ilha das Flores” uma vez que “associaram a falta de classificação de leite a um risco que isso representaria para a saúde pública”, o que é “totalmente falso e revela um desconhecimento profundo do que é a classificação do leite ou então revela apenas esta demagogia própria dum período pré-eleitoral”.
O Secretário Regional explicou que “a classificação do leite atua num momento, que é o momento em que o produtor entrega o seu leite ao comprador, a uma fábrica, e é a partir daí que a fábrica, com a classificação do leite e de acordo com o melhor padrão que ela própria estabelece, valoriza o leite aos produtores, seguindo-se depois todo o processo fabril de transformação do leite em produtos lácteos, em queijos e noutros produtos”.
Noé Rodrigues disse que é precisamente “em todo esse processo de transformação e até na cadeia de distribuição que se devem verificar os mecanismos de higiene e de salubridade, os mecanismos de controlo de qualidade e, portanto, a segurança alimentar e a saúde pública”.
No entanto, adiantou, “o CDS-PP confunde todas essas realidades porque, em bom rigor, se fosse a classificação do leite a determinante para a saúde pública, não teríamos nunca, nas ilhas e nas fábricas que têm essa classificação do leite, a necessidade de retomar queijo e de retirar algumas produções do mercado”.
Relativamente ao pedido do CDS-PP para que se demita, Noé Rodrigues, disse achar que “isso é uma brincadeira”.
GaCS
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