Carlos César referiu que, por ser essa uma convicção do seu governo, há hoje nos Açores 5.000 jovens no ensino profissional e mais de 2.000 adultos envolvidos em cursos de qualificação para desempregados.
“Em resultado desta prioridade que temos conferido ao ensino profissional – uma prioridade assumida de forma mais intensa a partir demeados dos anos noventa –, mais de 26.000 açorianos saíram qualificados das nossas estruturas de ensino profissional e estão no mercado de trabalho”, disse.
Revelando que os Açores passaram, em quinze anos, de 5 para 28 por cento de trabalhadores com formação profissional, afirmou que o objetivo do Governo é o de, em 2020, ter 50 por cento de trabalhadores açorianos com cursos profissionais equivalentes ao 12.º ano, embora esse patamar fique ainda distante dos 80 por cento registados em países como a Alemanha, a Dinamarca e a Finlândia.
Para Carlos César, a aposta na formação profissional dos trabalhadores açorianos é para continuar, apoiando, como até aqui, não só as escolas – zelando pelo nível pedagógico dos programas –, mas também as famílias, os jovens formandos e os formadores.
O Presidente do Governo, que falava, em Ponta Delgada , na inauguração das instalações da Escola Profissional da Associação para a Promoção do Desenvolvimento dos Açores (APRODAZ) – num edifício recuperado após um incêndio que o consumiu quase por inteiro há pouco mais de um ano –, não deixou de salientar o facto de dois terços das escolas profissionais da região pertencerem a instituições privadas, cujo papel enalteceu.
“Isso tem permitido também fazer acrescer a eficácia e a inserção efetiva dessas ofertas formativas na procura que existe e nas estratégias para o emprego”, sublinhou, acrescentando ser por isso que “entre os atuais desempregados a percentagem daqueles que não têm formação profissional é muito elevada, enquanto aqueles que têm uma qualificação profissional têm grande facilidade, ou maior facilidade, em obter emprego.”
Enfatizando ainda mais a importância do ensino profissional Carlos César afirmou que “a frequência do ensino profissional é sempre um bem”, quer para os que o frequentam, quer para a sociedade que o receciona.
Certamente por isso, começara a sua intervenção confessando que, depois das cerimónias em que são atribuídas habitações às pessoas, o que mais gostava de fazer era inaugurar escolas.
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GaCS
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