quarta-feira, 9 de maio de 2012

Presidente do Governo reafirma aposta clara e permanente na formação profissional


O Presidente do Governo dos Açores salientou a importância da qualificação profissional como instrumento de desenvolvimento, aludindo a exemplos de países estrangeiros em que se trabalha menos horas e por custos muito superiores, mas onde, graças à superior qualificação dos seus trabalhadores, se produz mais riqueza.

Carlos César referiu que, por ser essa uma convicção do seu governo, há hoje nos Açores 5.000 jovens no ensino profissional e mais de 2.000 adultos envolvidos em cursos de qualificação para desempregados.

“Em resultado desta prioridade que temos conferido ao ensino profissional – uma prioridade assumida de forma mais intensa a partir demeados dos anos noventa –, mais de 26.000 açorianos saíram qualificados das nossas estruturas de ensino profissional e estão no mercado de trabalho”, disse.

Revelando que os Açores passaram, em quinze anos, de 5 para 28 por cento de trabalhadores com formação profissional, afirmou que o objetivo do Governo é o de, em 2020, ter 50 por cento de trabalhadores açorianos com cursos profissionais equivalentes ao 12.º ano, embora esse patamar fique ainda distante dos 80 por cento registados em países como a Alemanha, a Dinamarca e a Finlândia.

Para Carlos César, a aposta na formação profissional dos trabalhadores açorianos é para continuar, apoiando, como até aqui, não só as escolas – zelando pelo nível pedagógico dos programas –, mas também as famílias, os jovens formandos e os formadores.

O Presidente do Governo, que falava, em Ponta Delgada, na inauguração das instalações da Escola Profissional da Associação para a Promoção do Desenvolvimento dos Açores (APRODAZ) – num edifício recuperado após um incêndio que o consumiu quase por inteiro há pouco mais de um ano –, não deixou de salientar o facto de dois terços das escolas profissionais da região pertencerem a instituições privadas, cujo papel enalteceu.

“Isso tem permitido também fazer acrescer a eficácia e a inserção efetiva dessas ofertas formativas na procura que existe e nas estratégias para o emprego”, sublinhou, acrescentando ser por isso que “entre os atuais desempregados a percentagem daqueles que não têm formação profissional é muito elevada, enquanto aqueles que têm uma qualificação profissional têm grande facilidade, ou maior facilidade, em obter emprego.”

Enfatizando ainda mais a importância do ensino profissional Carlos César afirmou que “a frequência do ensino profissional é sempre um bem”, quer para os que o frequentam, quer para a sociedade que o receciona.

Certamente por isso, começara a sua intervenção confessando que, depois das cerimónias em que são atribuídas habitações às pessoas, o que mais gostava de fazer era inaugurar escolas.

Anexos:
2012.05.09-PGR-InauguraçãoEscolaProfissionalAPRODAZ.mp3

GaCS

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