O Vice-Presidente do Governo reiterou hoje, no parlamento açoriano, que uma politica apenas assente na austeridade “não é solução” para o País.
Para Sérgio Ávila, as medidas de austeridade impostas aos portugueses só vão agravar a atual situação, já que não são acompanhadas por políticas incentivadoras do crescimento económico.
O governante açoriano rejeitou também a ideia de que a situação a que Portugal chegou seja responsabilidade de um governo, como a solução que venha a ser encontrada não será também responsabilidade de outro governo.
Segundo defendeu Sérgio Ávila, o problema que Portugal enfrenta resulta de uma conjugação de interesses que ultrapassa o âmbito nacional e só poderá ser resolvido com o envolvimento europeu.
O Vice-Presidente do Governo considerou ainda “lamentável” que alguns partidos, no intuito de daí quererem retirar dividendos políticos, pretendam agora fazer crer que todos os males do País derivam da dívida pública nacional.
Em finais de abril do ano passado, o Eurostat confirmou que o nível da dívida pública portuguesa no final de 2010 (93% do PIB) não era, afinal, muito diferente do da dívida pública do conjunto dos 17 países da zona euro (85% do PIB), observou Sérgio Ávila, e que, o crescimento do endividamento em Portugal apenas acompanhou o nivel médio dos 27 paises da União Europeia entre 2008 e 2010, tendo nesse periodo Portugal registado um comportamento semelhante à generalidade dos paises da União Europeia.
Na opinião do governante açoriano, o atual Governo da República “não tem capacidade sozinho” para resolver a situação de crise que o País atravessa, porque não sendo um problema de dimensão nacional apenas, a solução não estará dependente de um país. "Foi assim no passado, é assim no presente e será assim no futuro. Por isso, não será com mais austeridade imposta aos portugueses que irão resolver o problema", salientou.
| 2012.05.08-VPGR-PTAP.mp3 |
GaCS
Sem comentários:
Enviar um comentário