segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Resolução do dossier Base das Lajes deve continuar a exigir todo o empenho, afirma Vasco Cordeiro

O Presidente do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro, reuniu-se hoje com o novo Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, tendo defendido que o processo de redução da presença norte-americana na Base das Lajes deve continuar a ser tratado no âmbito das relações diplomáticas entre Portugal e os Estados Unidos.

“Esse processo deve continuar a estar no âmbito das relações diplomáticas e, portanto, com o envolvimento do Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, que demonstrou todo o empenho e toda a atenção a este dossier, que se afigura de importância essencial para a Ilha Terceira e para a Região Autónoma dos Açores”, afirmou Vasco Cordeiro.

O Presidente do Governo falava aos jornalistas depois de se ter reunido, em Lisboa, com o Ministro Rui Machete, num encontro que se centrou, principalmente, no processo da anunciada redução de militares dos Estados Unidos na base aérea da Ilha Terceira.

No final do encontro, Vasco Cordeiro recordou que este assunto conheceu recentemente um conjunto de desenvolvimentos que têm a ver com a aprovação, por parte da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, de duas leis sobre matérias específicas relativas à Base das Lajes.

Uma destas leis faz depender a redução da presença militar norte-americana da elaboração de um relatório de apreciação do impacto das Forças Armadas dos EUA na Europa e, em especial, na Base das Lajes.

A segunda iniciativa legislativa incide na componente orçamental e determina que os Estados Unidos fiquem impedidos de utilizar, no seu ano fiscal de 2014, o Orçamento do Departamento da Defesa para a diminuição da sua presença naquela base.

“Essas duas decisões da Câmara dos Representantes têm ainda de ser confirmadas pelo Senado”, o que obriga a uma posição de cautela e de prudência, salientou Vasco Cordeiro, que realçou a “forma empenhada e diligente” como o Embaixador de Portugal em Washington, Nuno Brito, tem trabalhado nesta matéria.

“Da parte do Governo dos Açores, este assunto merece um contacto muito próximo e uma articulação com um conjunto de entidades que podem ter relevância na sensibilização dos Senadores para a importância dessa matéria”, frisou o Presidente do Governo.

“O que temos como certo, neste momento, é a decisão inicialmente apresentada pela Administração dos Estados Unidos, mas não desistimos de trabalhar e de tentar criar as condições para que, a concretizar-se a redução, os seus efeitos sociais e económicos possam ser devidamente acautelados para a ilha Terceira e para os Açores”, concluiu Vasco Cordeiro.

Anexos:
2013.08.05-PGR-AudiênciaMNE.mp3

GaCS

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