segunda-feira, 16 de maio de 2011

Carlos César diz que a agricultura açoriana está a dar uma resposta acima da média dos outros sectores



O Presidente do Governo dos Açores realçou hoje a importância da agricultura no contexto da economia açoriana, manifestando a convicção de que, apesar dos constrangimentos provocados pela crise, “o sector apresenta níveis de estabilidade importantes e, do ponto de vista estratégico, um acréscimo no seu contributo para a sustentabilidade da economia regional.”

Carlos César falava no final da sessão desta manhã do Conselho Regional da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural (CRAFDR), que reúne vários departamentos da Secretaria Regional da Agricultura e Florestas, organizações representativas dos agricultores e industriais do sector, Câmara do Comércio e Indústria dos Açores, Universidade dos Açores e Sindicato da Agricultura, Alimentação e Florestas.

Para o governante, a grande preocupação “é responder, com acréscimo de competitividade, aos desafios nos diversos sectores”, quer se trate do da carne, em que se regista um crescimento acentuado, ou no do leite, que tem registado uma progressiva modernização, uma maior produção e um aumento do preço.

Por outro lado, o Presidente do Governo insistiu na necessidade de uma maior diversificação no sector agrícola, designadamente na necessidade de se produzir nas áreas hortícola, frutícola e florícola.

“É importante ocupar os Açores na agricultura e, com isso, diminuir as importações”, afirmou, sublinhando que com isso se reforçará um sector que, neste momento, já “está a dar uma resposta muito acima da média de qualquer outro sector.”

Carlos César alertou, no entanto, para factores externos que podem afectar esse desempenho, referindo mesmo a política “muito estranha” que, por vezes, tem a Europa, designadamente em relação a países terceiros.

“Na nossa União Europeia os países são muito rápidos, por exemplo, a fechar as fronteiras a imigrantes, mas são muito lentos a defender a sua produção e a condicionar o acesso de produtos de regiões externas”, sublinhou, numa clara referência às negociações em curso entre a UE e o MERCOSUL para a entrada de carne sul-americana no mercado europeu.

“Há um critério diferente para um refugiado líbio que é tratado com maior severidade do que um quilo de carne proveniente do MERCOSUL”, disse, acrescentando que isso é preocupante não só do ponto de vista humano, como por revelar uma tendência permanente para a desregulação no âmbito da União Europeia.

O Conselho Regional da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural – que hoje se reuniu nas instalações da Associação Agrícola de S. Miguel, em Santana – é um órgão consultivo que se destina a apoiar o Secretário Regional da Agricultura e Florestas na formulação das linhas gerais de acção nos sectores da competência do departamento que dirige, assegurando o diálogo e a cooperação com entidades e organizações de âmbito regional.



GaCS/CT

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