
A Secretária Regional da Educação e Formação reafirmou esta tarde que a construção de uma escola em Santa Bárbara, na Terceira, não é uma prioridade, uma vez que o número de alunos daquela e das freguesias limítrofes, tem vindo a diminuir, sendo essa a tendência para o futuro.
Em declarações aos jornalistas, à margem da inauguração da Biblioteca da Escola Secundária da Ribeira Grande, Cláudia Cardoso confirmou que “houve uma série de diligências estabelecidas entre a câmara e a SREF, no sentido de avançar com a construção de uma nova escola em Santa Bárbara”, para o pré-escolar, 1.º e 2º ciclos, mas “o que acontece é que o cenário alterou-se, em termos de diminuição do número de alunos, que tem vindo a ser paulatinamente crescente, e da previsão de que este cenário se manterá, segundo os estudos e projecções que temos”.
A governante lembrou ainda que esta questão já foi transmitida à Presidente da Câmara de Angra do Heroísmo, não sendo esta escola, uma estrutura prioritária ”uma vez que viemos de cerca de 150 alunos, para cerca de 100, actualmente”, o que significa que o projecto que existe para a escola, está desadequado daquelas que são as actuais necessidades”
Isso mesmo “foi transmitido à senhora presidente da câmara, quer numa reunião que ocorreu em Dezembro de 2010, quer posteriormente”.
A Secretária da Educação salientou ainda que o projecto existente prevê a construção de 13 salas, sendo que “mesmo que nós colocássemos lá os alunos das freguesias limítrofes, quer do pré-escolar, quer do primeiro ciclo, quer os do 5º ano - que se consubstanciaria apenas a uma turma, porque apenas tem 15 alunos, tomando como referência, o 4º ano – isto daria no máximo dos máximos, 7 salas, o que está muito longe das 13 que o projecto prevê”.
Assim sendo, disse Cláudia Cardoso, o Governo não vê “razão nenhuma para, neste momento, avançarmos, por exemplo com o 5º ano ao nível de um novo estabelecimento de ensino, uma vez que esses alunos estão integrados noutras turmas de outras escolas, são um número muito residual e portanto, não justifica aquele que é o projecto actual”.
Para além disso, “colocar uma turma de 15 alunos do 2º ciclo implicaria transferir professores que não teriam horário completo, para dar uma ou duas aulas a essa turma”, o que “seria caminhar no sentido oposto àquele que é o caminho que temos à nossa frente”.
A Secretária da tutela reafirmou ainda que “não há nenhum contrato formalizado entre a câmara e a Secretaria Regional da Educação e Formação. O que há é troca de correspondência que naturalmente acontece nestes casos e que tem a ver com eventuais candidaturas. O contrato nunca foi firmado, não está consolidado e do ponto de vista do governo, esta não é infra-estrutura prioritária, muito menos nos tempos em que vivemos, de contenção, em que temos de aproveitar os recursos que temos, e devemos gerir com rigor aquele que é o nosso parque educativo e aquelas que são as nossas necessidades educativas”.
Lembrando que “o governo gere com rigor, os recursos que tem e é isso que fará também neste caso”, a governante referiu ainda que “em circunstâncias normais, não faria sentido avançar para a construção dessa escola. Nas circunstâncias excepcionais em que vivemos, menos sentido faz”.
GaCS/HB
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