domingo, 15 de maio de 2011

Governo considera escuteiros como parceiros privilegiados na execução de políticas de Juventude



O movimento escuta regional e o agrupamento de Escuteiros Marítimos, integrados no Corpo Nacional de Escutas, em específico, para o Governo dos Açores, são parceiros privilegiados na execução de políticas de Juventude, facto que se tem reflectido também ao nível dos incentivos públicos disponibilizados pelo Governo, desde 1997, para estas instituições, o que não tem paralelo com qualquer outra época de governação nos Açores”.


A afirmação foi feita pelo Secretário Regional da Presidência, na cerimónia oficial de comemoração dos 10 anos do Agrupamento 1197 dos Escuteiros Marítimos de Ponta Delgada, que se realizou ontem.


Para André Bradford, “investir na juventude significa investir na riqueza do futuro dos Açores” e é por isso, sublinha, “que o Governo elege, desde há alguns anos, o movimento associativo juvenil como parceiro inestimável para a implementação da sua estratégia de desenvolvimento regional, na sua vertente de política de juventude”.


O governante enalteceu a actividade e o contributo, através dos multiplos exemplos que nos Açores as associações de jovens têm dado, através “de empenho e capacidade na prossecução do bem comum: na animação sócio-cultural e sócio-educativa das comunidades locais; na recuperação das tradições populares ou na protecção do património cultural e ambiental”, acrescentando “que não deve ser ignorado o lugar singular que ocupam na execução de uma politica de proximidade e na prevenção, por este meio, de situações críticas, que entroncam na marginalização social dos jovens, valorizando a promoção de hábitos de vida saudáveis”.


“Ter um movimento associativo juvenil forte, dinâmico e diversificado”, é para André Braford, uma “ajuda no combate diário a estes problemas, garantindo o envolvimento e ocupação dos nossos jovens e a sua formação para a vida adulta”.


O membro do executivo açoriano lembrou que o Governo dos Açores, “mesmo perante um quadro económico e financeiro exigente, fruto da crise económica e financeira que atravessamos, decidiu apoiar a constituição de um Centro de Formação Regional para o movimento escutista, que poderá e deverá também abranger outras associações de jovens da Região, cujo concurso público para a sua edificação será lançado nas próximas semanas”, como resposta e reconhecimento do trabalho do movimento escutista que, “como expressão e como exercício de vida democrática e participação cívica, é uma escola de vida colectiva, de aprendizagem dos valores de cooperação, de solidariedade, de generosidade, de independência e de humanismo, bem como de fruição, respeito e preservação da natureza”.


O investimento do Governo dos Açores, neste centro de formação, ascenderá a um montante superior a um milhão de euros, o que, somado aos investimentos realizados e a realizar em outras sedes do CNE, representa, para André Bradford, “o apoio inequívoco do Governo dos Açores à actividade escutista”, como também, acrescentou, “o desejo de que a mesma se revista de maior capacidade empreendedora e criativa”.


O responsável pela tutela da política de juventude regional, tendo em atenção a actividade e especialização dos escuteiros marítimos, e considerando que “o Mar é um dos principais recursos dos Açores e um enorme potencial de afirmação da nossa região no contexto nacional e no quadro do relacionamento externo de Portugal com outros paises e organizações de âmbito internacional”, entende que o “Os Açorianos precisam de conhecer melhor o valor do seu Mar, quer do ponto de vista biológico e da biodiversidade, quer no que diz respeito à mais-valia estratégica que constitui o nosso posicionamento atlântico e o potencial de recursos do subsolo marinho”.


“Os Açores são uma das poucas regiões do mundo que produziram legislação para proteger o seu território marítimo”, disse André Bradford, acrescentando que, nesse contexto, foi criado “o parque marinho dos Açores a que se associa a atenção e participação empenhada nos processos relativos à extenção da plataforma continental portuguesa e à investigação associadada às fontes hidro-termais que nos são contíguas”.


Neste contexto, o governante considerou que “os Escuteiros marítimos têm uma missão social fundamental” e apelou no sentido de “serem agentes de sensibilização dos Açorianos, e de – em conjugação com as entidades públicas – serem elemento privilegiado de ligação com a sociedade civil no que diz respeito às questões do Mar”.



GaCS/LFC

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