
Relativamente às declarações proferidas hoje por Mário Fortuna, sobre as SCUT’s, a Vice-Presidência do Governo dos Açores e a Secretaria Regional da Ciência Tecnologia e Equipamentos, esclarecem o seguinte:
- Qualquer modelo académico que se desenvolva pode dar qualquer resultado, depende das variáveis utilizadas, dos ponderadores que se definam e dos resultados que se pretende valorizar, neste contexto é possível fazer modelos económicos para todas as conclusões.
- Questionar investimentos sem previamente discutir modelos de análise, o que é ponderado e como é ponderado, não permite chegar a conclusão nenhuma, aliás é possível criar modelos que demonstrem que é economicamente mais rentável não viver ninguém nos Açores e não haver despesa pública nos Açores, basta introduzir e valorizar determinados aspectos em detrimento de outros.
- Por isso, existem modelos para todos os gostos e que chegam a todas as conclusões que se deseje, o que poderá levar a questionar a realização de investimentos numa primeira fase em 16 dos 19 concelhos da região, e numa óptica nacional a questionar a própria solidariedade nacional.
- Se a população do Nordeste não merece ter acessibilidades seguras e rápidas para Ponta Delgada por questões desse modelo então valerá a pena São Jorge ter um porto e um aeroporto em termos económicos ?
- No fundo estudos desse tipo são um contributo para acabar com as autonomias e o desenvolvimento das RA e da sua coesão económica, social e territorial.
- De resto, o projecto das SCUTS na ilha de S. Miguel obedece a todos os pârametros técnicos e ambientais que lhes conferem mais valias no índice de desenvolvimento, para além dos efeitos spillovers que promoverá na economia desta ilha.
GaCS/VPG/SRCTE
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