
O Secretário Regional da Presidência assegurou hoje que, por via do Gabinete de Apoio à Comunicação Social (GACS), “não há qualquer tipo de influência” do Governo dos Açores na autonomia editorial dos meios de comunicação social do arquipélago.
A garantia foi avançada por André Bradford na Assembleia Legislativa, durante a discussão de uma proposta de Resolução do PPM recomendando ao Governo a divulgação anual das despesas e pessoal afecto a actividades desenvolvidas pelo GACS.
Segundo explicou o governante, são os editores e os responsáveis editoriais das redacções que definem, primeiro, se usam ou não o GACS e, em fazendo-o, a maneira e os termos em que o usam.
Adiantou ainda que o serviço prestado pelo GACS é disponibilizado de forma gratuita e “pode ser utilizado livremente e sem restrições” pelas empresas de comunicação social.
André Bradford lembrou igualmente que tanto a actuação do GACS como o seu enquadramento “são transparentes”, já que aquele serviço “tudo o que produz, produz no Portal do Governo”.
O governante açoriano considerou também “absolutamente incrível” que o deputado do PPM tivesse tentado estabelecer “uma comparação directa” entre o que se passa nos Açores e na Madeira em matéria de apoio à comunicação social, dizendo que “isto é tudo a mesma coisa”.
Nos Açores, esclareceu o Secretário Regional da Presidência, os apoios à comunicação social privada estão regulamentados através do PROMEDIA, aprovado nesta Assembleia por unanimidade, e totalizam 600 mil euros por ano.
Já na Madeira, disse André Bradford, o Governo Regional faz concorrência aos jornais privados e é dono de um jornal ao qual atribui por ano cinco milhões de euros.
GaCS/FG
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