
Foi inaugurada hoje, em Angra do Heroísmo, a primeira unidade de tratamento de resíduos hospitalares perigosos do grupo III (os que oferecem risco biológico), uma iniciativa privada que contou com o apoio do Governo dos Açores.
O Director Regional do Ambiente, falando na inauguração em representação do Presidente do Governo, Carlos César, disse que este empreendimento vem colmatar uma lacuna que existia no processo de tratamento de resíduos.
João Bettencourt lembrou que o executivo açoriano tem em curso a execução do Plano Estratégico de Gestão de Resíduos dos Açores (PEGRA) Que “constitui um dos pilares fundamentais em que se baseia a estratégia de desenvolvimento sustentável” para a Região.
Nesse enquadramento, estão a ser projectadas e construídas infra-estruturas de recolha, separação e tratamento dos diversos resíduos nas sete ilhas de menor dimensão, com centros de valorização orgânica por compostagem, centros de processamento de materiais recicláveis e estações de transferência de resíduos indiferenciados.
Em São Miguel e na Terceira vão ser instaladas unidades de valorização, “com capacidade de processamento da totalidade dos resíduos indiferenciados produzidos na Região”, como referiu.
O Director Regional defendeu que as políticas públicas de ambiente, no caso dos resíduos, “devem pautar-se, em primeira linha, pela prevenção e redução da produção desses resíduos pela sociedade”, mas reconheceu a necessidade de “uma segunda linha”.
Este domínio passa pela “operacionalização de um conjunto de sistemas tecnológicos destinados ao tratamento, valorização ou eliminação das diversas tipologias de resíduos, incluindo a resolução do passivo ambiental existente”.
A unidade de tratamento de resíduos hospitalares perigosos do grupo III, hoje inaugurada tem como clientes os três hospitais dos Açores, 10 Centros de Saúde e dezenas de unidades de saúde privadas, actuando em 8 das 9 ilhas do arquipélago.
GaCS/FA
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