
O Vice-Presidente do Governo Regional dos Açores reafirmou hoje, em São Miguel, que a linha de crédito de apoio à reestruturação de dívidas bancárias das empresas, visa assegurar as condições necessárias para que os empresários locais ampliem os prazos de reembolso dos empréstimos obtidos.
Na sessão de apresentação das novas linhas de crédito de apoio às empresas, realizada da Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada, Sérgio Ávila acrescentou que essa medida governamental ajuda à libertação de fundos destinados a reforçar o equilíbrio financeiro e a liquidez das empresas nas ilhas.
O governante açoriano advogou que a nova linha de apoio vai garantir às empresas, no arquipélago, obter um refinanciamento até ao montante global de 150 milhões de euros, assumindo o Governo Regional até 75 por cento dos encargos financeiros com o “spread”, num valor máximo de bonificação de 4,5 pontos percentuais da taxa de juro.
Sublinhou, também, que aquele apoio irá permitir às empresas açorianas reduzir a pressão sobre a tesouraria e os seus encargos de financiamento bancário, já que o Governo Regional assume uma parte substancial dos encargos financeiros das operações de refinanciamento.
Esclareceu, também, que as empresas terão acesso a um “spread” máximo de 1,5 por cento, facilitando a reestruturação da dívida bancária com custos muito inferiores aos praticados actualmente pelos mercados.
Sérgio Ávila adiantou que para os novos pedidos de financiamento, o Governo Regional responsabiliza-se por 75 por cento do risco, ficando a banca com uma percentagem mínima, em caso de incumprimento, de 25 por cento, para além ainda da garantia do executivo açoriano pagar a totalidade do “spread”, ficando a cargo das empresas somente o indexante.
Face às reestruturação das dívidas, o Governo Regional cobre até 4,5 por cento do “spread”, o que corresponde a 75 por cento da margem de lucro das instituições financeiras, logo que o contrato que exceda os seis por cento.
O Vice-Presidente do Governo Regional espera que, em relação a estas medidas, haja uma correspondência ao esforço empreendido pelo executivo açoriano para estimular a retoma da concessão de crédito pelas instituições financeiras.
Referindo-se à segunda linha de crédito, aquele membro do executivo de Carlos César salientou o objectivo de promover financiamentos até 25 mil euros para as micro empresas, 50 mil para as pequenas empresas e 300 mil para as médias e grandes empresas, cujo prazo de amortização seja de oito anos com um período de carência de reembolso até 18 meses.
Considerou que este é um importante contributo para que se retome progressivamente a normalidade do relacionamento entre as empresas e as instituições financeiras, admitindo, no entanto, que o Governo não pode substituir-se ao papel das instituições de crédito na dinamização da actividade económica, nem tão pouco assegurar que todos os bancos venham a corresponder às actuais expectativas.
Sérgio Ávila lembrou, ainda, que a banca injectou na Região, em 2007, 600 milhões de euros, entre o crédito concedido e os depósitos obtidos, enquanto que em 2010 esse valor foi de apenas 20 milhões de euros, representando um por cento do Orçamento Regional.
Das linhas de crédito de apoio criadas pelo executivo açoriano, segundo disse, 99,7 por cento das empresas locais está em fase de cumprimento, uma taxa que considerou sem qualquer paralelo a nível nacional.
GaCS/CM
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