quarta-feira, 11 de abril de 2012

Novo centro ocupacional e residência para portadores de deficiência arranca ainda este ano na Praia da Vitória


O projeto do novo Centro de Atividades Ocupacionais (CAO) e residência da Associação de Pais e Amigos das Crianças com Deficiência do Concelho da Praia da Vitória está concluído, seguindo-se agora o concurso público para a sua construção.


O anúncio foi feito esta tarde pela Secretária Regional do Trabalho e Solidariedade Social, que visitou as atuais instalações da associação, em Santa Rita, que apoia 12 utentes no CAO e não dispõe de residência.
Segundo adiantou Ana Paula Marques, é previsível que as obras tenham início ainda no decorrer deste ano, para um edifício que dará resposta imediata a 30 utentes no Centro de Atividades Ocupacionais e com 12 quartos, alguns duplos, de residência permanente ou pontual.

Falando aos jornalistas, a governante adiantou que este será um dos últimos edifícios a construir pelo Governo dos Açores “na nossa rede regional”, a par do das Velas, em São Jorge, cujas obras vão começar agora, e da residência da Associação Cristã da Mocidade (ACM), em Angra do Heroísmo.

Ana Paula Marques sublinhou, por outro lado, o bom trabalho que a instituição que visitou vem desenvolvendo, apesar das instalações precárias. Entre outros aspetos, destacou o facto de ter encontrado no local tecnologia de alta qualidade e a capacidade de apoio por parte dos técnicos que ali trabalham.

“Apesar destas condições, esta instituição faz tudo aquilo que os outros fazem, porque isto também tem muito a ver com as Direções, com a capacidade técnica instalada e os jovens parecem estar muito bem tratados”, afirmou.

Isso não obsta, acrescentou, “ a que tenham que ter outras condições, com instalações de raiz, que os outros também têm e com capacidade para um maior número de utentes, porque nós queremos que o concelho da Praia responda às necessidades que tem”.

Lembrando que havia, há 15 anos, cinco centros deste tipo e que atualmente já existem 17, Ana Paula Marques concluiu dizendo que o objetivo foi ter, nas ilhas mais pequenas, um centro por ilha e, nas maiores, um por concelho, “para que os jovens possam ficar mais perto das suas famílias e com conforto e dignidade”.

GaCS

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