terça-feira, 10 de abril de 2012

Transporte marítimo no Grupo Central vai ter transformação profunda com novos navios, considera Vasco Cordeiro


A opção de proceder à construção de dois navios com capacidade para passageiros e viaturas nas ligações entre as ilhas do Grupo Central “vai mudar radicalmente a forma como se processa o transporte marítimo de passageiros principalmente nas ligações entre as três ilhas do Triângulo”, defendeu hoje, na cidade da Horta, o Secretário Regional da Economia, considerando este “um passo decisivo para que a construção de um mercado interno, que nestas três ilhas tem uma posição de vanguarda, possa atingir um novo patamar em relação ao já existente e cujas condições entendemos poder ser melhoradas”.


Vasco Cordeiro, que falava durante a cerimónia de assinatura do contrato de construção de dois navios de 40 metros para a operação regular de transporte marítimo de passageiros e viaturas nas ilhas do Grupo Central, entre a empresa Atlânticoline SA e os Estaleiros Armon, disse ser “este um processo prioritário para o Governo dos Açores”, não só “porque melhorará as condições de transportes de pessoas e bens entre estas ilhas”, mas também porque “vem adequar-se a um conjunto de investimentos que estão a ser feitos como são os casos da construção dos novos terminais de passageiros na Horta e na Madalena ou com a intervenção de construção da rampa de acesso no porto das Velas e as intervenções previstas para o porto de S. Roque do Pico”.

Segundo o governante, “só quem não conhecer o tipo de operação que é feita no Triângulo, o volume de passageiros transportado e a circulação de carga é que poderá ter dúvidas sobre o facto de ter sido dada prioridade a este processo”. “É algo absolutamente vital e essencial”, disse Vasco Cordeiro recordando “a decisão de não avançar com construção dos navios dedicados à operação sazonal de transporte marítimo inter-ilhas”. “Tendo em conta o volume de investimento necessário foi entendido que esses fundos deviam ser aplicado na nossa economia e não enviados para fora”, referiu.

O Secretário Regional da Economia destacou ainda, entre as melhorias que serão introduzidas, “o transporte de doentes”. “Ambos os navios encontram-se dotados de enfermarias, mas julgo que a grande vantagem não está na existência de uma enfermaria, mas sim no facto da evacuação de um doente entre estas ilhas passar a ser possível com o menor incomodo possível e com melhores condições de resguardo da intimidade e dignidade da pessoas do que atualmente”. “Isso consegue-se com o transporte na própria ambulância e sem o transbordo de macas. O doente pode entrar numa ambulância no Centro da Saúde do Pico e sair apenas da ambulância no Hospital da Horta. Esta é uma alteração significativa”, acrescentou.

O contrato hoje assinado entre a Atlânticoline SA e os Estaleiros Armon prevê a construção de dois navios de quarenta metros, uma com capacidade para cerca de 333 passageiros e oito viaturas e outra para 287 passageiros e 12 viaturas, num investimento total de 18,6 milhões de euros. De acordo com o estabelecido, os navios serão entregues em Agosto e Novembro de 2013.


GaCS

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