segunda-feira, 16 de maio de 2011

Secretária da Educação recusa “reivindicações inaceitáveis”



A ronda negocial entre a Secretária da Educação e Formação e os sindicatos de professores dos Açores, terminou sem “um acordo global”, embora tenha sido possível “acordar algumas questões”, disse a responsável da tutela, aos jornalistas, após as reuniões com as duas estruturas sindicais.


À saída desta ronda negocial, Cláudia Cardoso salientou no entanto a “diferença de postura” entre o Sindicado de Professores da Região Açores e o Sindicato Democrático dos Professores dos Açores, uma vez que o SPRA “tem mais alguma razoabilidade nas suas reivindicações, enquanto o democrático (SDPA) tem um extremismo injustificado que nós, de facto, não conseguimos compreender nem podemos compactuar com isso”.


A Secretária Regional da Educação e Formação deu o exemplo de reivindicações que “dizem por exemplo respeito, aos professores não terem de comparecer no seu local de trabalho, 5 dias por semana”, lembrando que “de acordo com a lei geral, qualquer trabalhador tem que ir ao seu local de trabalho, 5 dias por semana”.


Cláudia Cardoso deu ainda exemplo de outras reivindicações, como “o caso de um docente a quem tenha sido atribuído, na avaliação de desempenho, a menção de insuficiente, poder continuar a leccionar e a ter alunos”.


Para a governante, estas são “reivindicações que não têm qualquer paralelo com o bom senso e razoabilidade que se exige”, até porque “o governo não pode compactuar com uma tentativa de ver o sistema educativo, apenas do lado dos professores, sem atender às necessidades dos alunos e dos pais”.


A responsável da tutela afirmou que “perguntando a qualquer pai se quer que um professor que tenha tido insuficiente, continue a leccionar o seu filho, com certeza não terá nenhum pai que diga que sim. Também perguntando se é justo que, contrariamente ao que acontece com todos os trabalhadores, os professores não tenham que ir ao seu local de trabalho 5 dias por semana, nenhum cidadão consciente dirá que acha bem”.


Cláudia Cardoso disse ainda que “do ponto de vista dos próprios professores, não é justo nem digno que se façam esse tipo de reivindicações. Nós temos professores excelentes, professores bons e para esses, é até um pouco desmerecedor que as reivindicações cheguem a um nível tão básico e que não é sustentável, nem em termos financeiros, nem em termos de razoabilidade, nem em termos de justiça relativa com outras carreiras que existem e que têm obrigações que a carreira docente também tem que ter, e tem sobretudo porque lida com uma franja muito sensível da nossa população, que são os alunos em idade escolar, que prepara jovens para o futuro”.



GaCS/HB

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