segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Atividade sísmica na zona das Furnas, em S. Miguel, mantém tendência decrescente - Proteção Civil

O Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA) informa que, segundo o Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA), a atividade sísmica que se vem desenvolvendo desde 4 de janeiro, localizada entre quatro e cinco quilómetros a oeste das Furnas, na ilha de S. Miguel, tem manifestado nos últimos dias uma tendência decrescente, encontrando-se próxima dos valores normais de referência.

Desde o início deste período de instabilidade foram registados 195 eventos nesta área epicentral, todos de baixa magnitude.

O sismo mais forte até ao momento ocorreu a 4 de janeiro, às 08h44, com magnitude 2.0 na Escala de Richter, teve epicentro a cerca de quatro quilómetros a oeste das Furnas e foi sentido com intensidade máxima II/III na Escala de Mercalli Modificada nesta vila do concelho de Povoação.

No dia 5, outros dois eventos foram sentidos com intensidade máxima II na vila das Furnas às 18h19 e 22h48.

Ao longo do dia 18 de janeiro não foi registado nenhum evento com epicentro na região em questão, não obstante continua a manter-se a possibilidade de ocorrência de novos períodos de libertação de energia, incluindo sismos sentidos.

Sob o ponto de vista geológico, a sismicidade desenvolve-se no flanco oeste do Vulcão das Furnas, mais concretamente, numa faixa de direção NNE-SSW onde o bordo da caldeira externa do Vulcão das Furnas é intersetado pelas fraturas de direção aproximada WNW-ESE do Sistema Vulcânico Fissural do Congro.

O SRPCBA e o CIVISA continuam a acompanhar o evoluir da atividade, emitindo novos comunicados se a situação o justificar.

O SRPCBA recorda que o eventual impacto destes efeitos pode ser minimizado, sobretudo através da adoção de comportamentos adequados, pelo que, em particular nas zonas mais vulneráveis, recomenda-se a observação e divulgação das principais medidas de autoproteção para estas situações, nomeadamente:

Manter a calma e contar com a existência de possíveis réplicas.

Não acender fósforos nem isqueiros e cortar imediatamente o gás, a eletricidade e a água.

Observar se a sua casa sofreu danos graves e sair imediatamente se achar que a casa não oferece segurança.

Ter cuidado com vidros partidos, cabos de eletricidade e objetos metálicos que estejam em contacto com estes.

Em locais públicos, não se precipitar para as saídas e não utilizar os elevadores.

Evitar ferimentos, protegendo-se com roupa adequada e de acordo com a estação do ano.

Observar se há pequenos incêndios e, se possível, extingui-los. Informar os bombeiros.

Limpar urgentemente o derrame de tintas, pesticidas e outros materiais perigosos e inflamáveis.

Afastar-se das praias e zonas ribeirinhas. Depois de um sismo podem ocorrer tsunamis (onda gigante).

Soltar os animais, eles tratam de si próprios.

Se estiver na rua, não vá para casa, dirija-se a um local amplo, protegendo-se de estruturas que o possam atingir ao cair.

Não dificultar a circulação das equipas de socorro e seguir as indicações dos agentes de Proteção Civil no terreno.


Estar atento às informações e indicações da Proteção Civil e forças de segurança.



GaCS

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