segunda-feira, 7 de junho de 2010

Carlos César diz que os que têm maiores possibilidades devem contribuir mais para as valências de apoio social



O Presidente do Governo dos Açores manifestou hoje a sua satisfação pela inauguração da Residência Segura – um lar privado para acolhimento de pessoas idosas e dependentes –, revelando que os utentes ali acolhidos poderão beneficiar de um apoio à mensalidade até cerca de setecentos euros, mas sublinhou ter dado instruções, sobre estas funcionalidades de apoio social e todas as outras, “no sentido de fazer com que as famílias e utentes que tenham possibilidades passem a contribuir mais para o funcionamento dos serviços na medida dos seus rendimentos.”

Carlos César precisou que “essas contribuições serão, certamente, muito benéficas para a sustentação destes nossos meios de apoio e segurança social”, área em que a iniciativa privada começa a concretizar investimentos que vêm ao encontro do desafio nesse sentido por ele próprio lançado, por diversas vezes.

A Residência Segura resulta de um investimento privado superior a quatro milhões de euros, complementado por um apoio do Governo no âmbito do Sistema de Incentivos ao Desenvolvimento Regional, tem capacidade para acolher cinquenta e duas pessoas, inclui, para além dos quartos, uma enfermaria, gabinetes técnicos, sala de convívio, cozinha, refeitório, lavandaria e ateliers de ocupação de tempos livres e cria dezanove postos de trabalho permanente.

Para Carlos César, o novo equipamento permite atenuar a lista de espera em lares, passando a Rede a incluir vinte e nove estruturas desta natureza entre as duzentas e quinze valências que, com diversos serviços, apoiam mais de dez mil idosos e dependentes.

Como revelou, este ano, e ainda no âmbito da iniciativa privada, está prevista a entrada em funcionamento de mais um lar em Ponta Delgada, desta vez no modelo de residência assistida.

Realçando que tem sido preocupação governamental fomentar a autonomia dos mais velhos, um envelhecimento activo, o Presidente do Governo afirmou ser também muito importante promover e favorecer a manutenção do idoso no seu meio familiar e local, sempre que isso não afecte o seu bem-estar.

“O envelhecimento impõe à nossa sociedade novos desafios – aos governos e às instituições sociais, tal como, e sobretudo, às famílias. Mesmo assim, entendemos dever continuar a convocar o empreendedorismo privado para intervir nestas novas áreas da Gerontologia, importantes para a melhoria da vida do idoso e da pessoa com dependência, entre as quais destaco a animação sócio-cultural e recreativa, a promoção da actividade física de reabilitação, a fisioterapia no domicílio e a formação e implementação das novas tecnologias de acessibilidade”, acentuou.

Concluindo, Carlos César manifestou-se convicto de que “são áreas que podem ser compensadoras para os seus promotores e que são certamente indispensáveis no modelo avançado que pugnamos para este sector.”


GaCS/CT

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