
A Secretária Regional da Educação salientou esta manhã que, na sequência das políticas educativas seguidas pelo Governo, “nomeadamente no que respeita à melhoria das infraestruturas e equipamentos escolares, constata-se que as unidades orgânicas da Região Autónoma dos Açores dispõem de salas de aula e espaços específicos para o alargamento da escolaridade obrigatória”.
Cláudia Cardoso, que falava em conferência de imprensa, referiu, a titulo de exemplo, que “se a escolaridade obrigatória de 12 anos se se aplicasse no presente ano letivo a todos os alunos matriculados no Sistema Educativo Regional, os estabelecimentos de educação e de ensino onde é ministrado ensino secundário da Região tinham capacidade para receber mais 10 650 alunos para além dos que estão matriculados se fossem utilizados todos os espaços específicos e mais 4439 se fosse atribuída uma sala fixa a cada turma”.
A titular da pasta da Educação afirmou ainda que “o desafio que enfrentamos com este novo paradigma da escolaridade obrigatória não se prende apenas com as condições físicas das nossas escolas, mas, antes, com a integração efetiva destes alunos. Para tal, é necessário proceder por um lado à diversificação da oferta formativa, para que esta responda, com base em critérios pedagógicos e de estímulo ao sucesso educativo, à natural diversidade dos perfis de aprendizagem e à motivação dos alunos”.
Por outro lado, disse a governante, “é fundamental que se proceda, aliás como está já previsto na Carta Escolar, à especialização da oferta formativa das escolas secundárias nos concelhos em que exista mais do que uma escola com esta oferta, de forma a dispormos de uma distribuição de alunos mais equilibrada”.
Cláudia Cardoso adiantou ainda que, tal como foi anunciado recentemente, o ensino secundário vai chegar também à Ilha do Corvo assegurando desta forma a todos os alunos da Região Autónoma dos Açores a extensão da escolaridade obrigatória para doze anos e até aos dezoito anos de idade.
A Secretária Regional lembrou que “além do impacto no quadro da composição social e cultural da população do Corvo, esta medida significa um número maior de jovens salvaguardados no direito aos estudos e na sua continuidade”.
Atendendo aos recursos materiais e humanos existentes na EBI Mouzinho da Silveira e à redução das despesas com a ação social escolar, conclui-se por outro lado que “a criação do ensino secundário na ilha do Corvo terá um impacto orçamental reduzido”, disse.
GaCS
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