
O Projeto SuperDARN, “do ponto de vista da relação bilateral entre a Região e os Estados Unidos ao abrigo do Acordo de Cooperação e Defesa entre Portugal e os EUA, é um excelente exemplo porque o seu desenvolvimento tem sido rápido ao contrário de alguns outros que existem neste âmbito”.
A afirmação é do Secretário Regional da Presidência e foi proferida ontem, ao final da tarde, à saída da audiência dos Promotores da Rede Internacional de Radares para o Estudo da Atmosfera Superior da Terra com os Secretários Regionais da Presidência e da Ciência, Tecnologia e Equipamentos que se realizou no Palácio da Conceição, em Ponta Delgada.
No contexto do desenvolvimento deste “importante” projeto científico, André Bradford destacou o “seu perfeito enquadramento na valorização geoestratégica da posição dos Açores”, sublinhando que “essa valorização, para o Governo dos Açores, não resulta apenas da sua importância militar, mas sim de uma visão que deve ser multifuncional com a dimensão da ciência e tecnologia, área sectorial que atualmente está em linha com os propósitos de desenvolvimento que o Governo tem para a Região”.
André Bradford considerou que a reunião com os responsáveis do Projeto SuperDARN constituiu um passo importante nos trabalhos que estão a ser desenvolvidos, e adiantou que “o projeto se poderá concretizar a médio prazo, reforçando dessa maneira a componente de cooperação que se procura desenvolver ao abrigo do Acordo de Cooperação e Defesa entre Portugal e os Estados Unidos”.
Destacando que “se retira uma consequência clara, efetiva e positiva para os Açores, do facto de existir uma tradição de cooperação com os Estados Unidos”, o Secretário Regional da Presidência lembra que “a dimensão dessa cooperação por via do desenvolvimento deste tipo de projetos é por vezes esquecida quando se tratam questões relacionadas com a presença dos Estados Unidos nos Açores e esta é – considera - uma forma de mostrar e lembrar que há todo um outro lado positivo relacionado com o desenvolvimento dos Açores”.
O Secretário Regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos, por sua vez, destacou os méritos do desenvolvimento do projeto que integra os Açores na Rede Internacional de Radares para o Estudo da Atmosfera Superior da Terra pela sua “importância para a área da climatologia” realçando as “mais-valias que a sua ligação trará para a Universidade dos Açores e para os centros de investigação que lá existem”.
José Contente destacou ainda “a importância da formação científica que o desenvolvimento deste projeto proporcionará no futuro e, tal como já acontece na Ilha de S. Maria, a presença e o contacto com cientistas de outras partes do mundo que tenham relação com este tipo de projetos”.
Os Açores, segundo este membro do executivo açoriano, “precisam de acompanhar o movimento da sociedade do conhecimento e por isso acreditamos que um projeto desta natureza traga vantagens à sociedade do conhecimento nos Açores, à qualificação de quadros que possam ser formados neste movimento e também à Universidade dos Açores que terá com certeza um papel preponderante no aproveitamento do conhecimento gerado”.
O Secretário Regional da Ciência e Tecnologia considerou ainda especialmente importante que os Açores integrem este tipo de projetos porque, conforme sustentou, “sempre que ficarmos do lado de fora perdemos oportunidades importantes para os Açores”. Por isso, considera, “é essencial integrar e participar em projetos alavancados em engenharia de alta tecnologia e em pesquisa avançada porque ficam a ganhar os Açores em geral e muito particularmente a sua universidade e os açorianos que neles participem”.
GaCS
Sem comentários:
Enviar um comentário