terça-feira, 6 de março de 2012

Carlos César em sintonia com o Primeiro Ministro quanto às futuras negociações do Acordo das Lajes com o menor prejuízo possível para Portugal e.....


O Presidente do Governo dos Açores e o Primeiro-Ministro de Portugal acertaram hoje em conjunto uma reflexão para enquadrar a intenção transmitida pelos Estados Unidos de uma “redução significativa das capacidades, dos meios e do efetivo de pessoal localizado na Base das Lajes”.



Para Carlos César essa sintonia com Passos Coelho centra-se, “ na letra do atual acordo, nas perspetivas que o Estado Português, em conjugação com a Região Autónoma dos Açores, pode desenvolver para contornar essa questão com o menor prejuízo possível para os interesses nacionais, para as relações entre os Estados Unidos e Portugal e para o impacto específico que a existência dessa infraestrutura, com as suas atuais capacidades, tem na economia da ilha Terceira em particular e dos Açores em geral”.


As declarações foram proferidas aos jornalistas após uma audiência hoje na residência oficial do Primeiro-Ministro em Lisboa.


“Sobre algumas dessas matérias foi pedida reserva pelo Senhor Primeiro Ministro, designadamente quanto a quantitativos que estavam em causa”, adiantou o Presidente do Governo dos Açores.


O Presidente do Governo dos Açores sabe que “existem orientações gerais de contenção orçamental e de redução de custos em centenas de milhares de milhões de dólares na despesa em defesa dos Estados Unidos, sabemos que já foram tomadas medidas idênticas em vários países europeus mas era bom que, respeitando a velha Aliança e essa proximidade de vizinhos, porque nós somos fronteira com os Estados Unidos através do Atlântico, fosse dado a Portugal um tratamento pelo menos tão impressivamente benéfico como o que é dado, por exemplo, a Espanha”.


É nessa ótica que o Governo dos Açores encara esta relação luso-americana “e é também com todo o espírito construtivo, com toda a lealdade e com todo o empenhamento, que estaremos em cooperação com o Governo da República a representar os interesses do Estado e a qualificar as nossas propostas nesse âmbito negocial”, concluiu Carlos César.



GaCS

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