O Presidente do Governo dos Açores afirmou hoje, em Lisboa, que não vê “por que se há de aplicar medidas de austeridade a uma Região que cumpre todos os objetivos para os quais foram decretadas a outras regiões medidas de austeridade”.
Em declarações aos jornalistas no final de uma audiência com o Primeiro-Ministro, Carlos César lembrou que os Açores têm uma dívida per capite“cinco vezes mais pequena” do que a Madeira e “seis vezes mais pequena do que um cidadão em média do território nacional.
Além do mais, argumentou ainda o Presidente do Governo, o défice dos Açores “é irrelevante, nem contará para o défice do Estado”. Conforme sublinhou Carlos César, “nós não somos contribuintes para o défice, nós não somos contribuintes para o aumento da dívida”.
“Quando verificamos que existem itens do ‘Memorando de Entendimento’ que preveem, por exemplo, a diminuição de dois por cento do número de funcionários públicos, nós já o fizemos, e de 15% de chefias, nós já fizemos o dobro, portanto, nós já fizemos este percurso de ajustamento”, afirmou o chefe do executivo açoriano.
Para Carlos César, o que os Açores precisam agora é de “um percurso de integração e de ajuda solidária do Estado, no sentido de fazermos crescer a nossa economia e de fazermos crescer as condições de criação de emprego na nossa Região”.
“Se eu tivesse andado a fazer dívidas nestes últimos anos, pois se calhar o Produto Interno Bruto da Região ainda era mais elevado” e a Região não tinha os “problemas na área do emprego que hoje tem”, admitiu o Presidente do Governo, defendendo que, por isso mesmo, “há aqui um equilíbrio e uma perceção que não pode deixar de ser feita na sociedade portuguesa”.
Disse também que “esta questão dos Açores prova que o problema do desbarato financeiro não é um problema das Autonomias, é um problema das más administrações, que no caso foram as da Madeira e do Estado Português”.
Questionado pelos jornalistas se saíra satisfeito da audiência com Passos Coelho, Carlos César referiu que o Primeiro-Ministro “é certamente uma pessoa que tem uma perceção muito adequada da boa situação financeira dos Açores, porque, com os Açores, ele tem, nesses últimos meses, respirado tranquilidade. Não se pode dizer que isso aconteça com outras regiões, com a qual até tem maiores familiaridades partidárias”.
GaCS
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