sábado, 7 de setembro de 2013

Prémios são “reconhecimento nacional” das políticas de ordenamento e gestão do território do Governo dos Açores

O Diretor Regional do Ambiente, Hernâni Jorge, afirmou, em Lisboa, na Cerimónia de Entrega do Prémio Nacional da Paisagem 2012, que as distinções recebidas, além de um motivo de orgulho, representam o reconhecimento das políticas públicas regionais.

“Os prémios que acabámos de receber em nome do Governo dos Açores são algo que muito nos honra e, sobretudo, nos enche de orgulho”, afirmou Hernâni Jorge, acrescentando que as distinções “são – ao fim e ao cabo – a evidência e o reconhecimento nacional das políticas públicas de ordenamento e gestão do território que o Governo dos Açores tem prosseguido nos últimos anos”.

O Projeto de “Recuperação Ecológica e Paisagística da Bacia Hidrográfica da Lagoa das Furnas”, na área de Paisagem Protegida das Furnas, em São Miguel, venceu o Prémio Nacional da Paisagem 2012, atribuído pelo Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, através da Direção-Geral do Território.

Esta distinção faz com que o projeto açoriano seja o representante de Portugal no Prémio da Paisagem 2013 do Conselho da Europa, cujos resultados serão conhecidos em outubro.

Por seu lado, o projeto "Proteção e Gestão da Paisagem do Vulcão dos Capelinhos”, que tem como objetivo o desenvolvimento sustentável da Paisagem do Vulcão dos Capelinhos, na Ilha do Faial, recebeu uma Menção Honrosa, na cerimónia que decorreu sexta-feira na Fundação Calouste Gulbenkian.

Na ocasião, o Diretor Regional do Ambiente recordou que, há precisamente três anos, a Paisagem Vulcânica do Pico e a Lagoa das Sete Cidades foram distinguidas entre as Sete Maravilhas Naturais de Portugal.

“Ao longo dos séculos, a introdução do fator humano trouxe alterações da paisagem das ilhas, fruto da interação do Homem com a Natureza”, salientou Hernâni Jorge, acrescentando que “algumas dessas transformações foram manifestamente positivas, acrescentando valor ao território, como são os casos de vários sistemas tradicionais de utilização do solo, com destaque para a Paisagem da Cultura da Vinha do Pico, classificada em 2004, pela UNESCO, como Património Mundial”.

Hernâni Jorge frisou, no entanto, que “não nos podemos bastar com os valores herdados. Aqueles recursos, como a generalidade dos legados, não duram para sempre, precisam de ser cuidados, ordenados, protegidos e, por vezes, submetidos a ações de recuperação ou mitigação de danos”.

“Tem sido esse o caminho percorrido pelo Governo dos Açores nesta última década e meia, desenvolvendo mecanismos de planeamento, gestão e ordenamento do território em geral e das áreas classificadas em particular”, afirmou.

Hernâni Jorge apontou como exemplo o facto de a Região, em 2004, apenas ter cinco Planos Diretores Municipais em vigor e nenhum Plano Especial de Ordenamento do território, enquanto atualmente todos os 19 municípios estão servidos por PDM e existem 16 PEOT, tendo-se ainda instalando mais de um dúzia de centros de interpretação e de apoio aos visitantes de determinadas áreas classificadas.

“Estamos certos que o fortalecimento das políticas públicas de Ambiente constituiu um fator fundamental para a indução das necessárias mudanças estruturais que a nova agenda global reivindica”, disse o Diretor Regional, manifestando o desejo de que os prémios e as apresentações feitas pelos Parques Naturais de Ilha de São Miguel e Faial despertem "o desejo de desfrutarem, em breve, das magníficas paisagens dos Açores”.



GaCS

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