sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Governo prossegue com acções de plantio junto às estradas regionais



A Secretaria Regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos prossegue com a iniciativa da integração paisagística da rede viária regional. Neste momento estão a decorrer plantações na zona da Caloura, no concelho da Lagoa.

Junto à estrada regional da Caloura vão ser plantadas cerca de 50 espécies diferentes, nomeadamente 20 Tipuana tipu, 20 Cupressus leylandii e 2 Brachychiton spp.

Junto a todos os muros de pedra seca, de metro a metro, plantou-se Aloé arborescens.

Decorrem, em simultâneo, outras plantações em diferentes pontos da rede viária da ilha de S. Miguel, cumprindo assim um dos desígnios do executivo açoriano: a integração ambiental e paisagística das estradas açorianas, transformando as zonas adjacentes, sobras, miradouros e merendários em locais panorâmicos e de lazer.

Recorde-se que no âmbito dos Equipamentos, está previsto um investimento de um milhão e meio de euros para transformar as estradas em cartazes turísticos, uma das imagens de marca da Região.


GaCS/VS

Alunos trazem bailinho de Carnaval à Secretaria Regional da Educação e Formação



Um grupo de alunos e professores da Escola Básica Integrada da Praia da Vitória trouxeram hoje à Secretaria Regional da Educação e Formação um pouco da folia de Carnaval, apresentando um típico bailinho da Terceira.

Vestidos a rigor e bem ensaiados, os alunos dançaram no salão nobre da Secretaria Regional da Educação e Formação, em Angra do Heroísmo, um bailinho cujo enredo se centrou nas divergências entre irmãos.

Os 17 bailarinos foram acompanhados por um grupo de músicos, composto por alunos e professores.

Os bailinhos, uma típica tradição de Carnaval na Terceira, são uma forma de teatro popular, que inclui música e dança.



GaCS/RM

Preço máximo dos combustíveis nos Açores ajustado à subida do petróleo nos mercados internacionais



O aumento que tem vindo a registar-se, ao longo das últimas semanas, no preço do petróleo nos mercados internacionais vai levar a uma actualização dos preços máximos de venda ao público praticados nos Açores nos gasóleos e nas gasolinas a partir da próxima segunda-feira.

A subida agora registada, será de um cêntimo por litro para todos os combustíveis à excepção do fuel indústria que mantém o seu preço máximo de venda inalterado.

Desta forma, as gasolinas de 95 e 98 octanas passam a ser comercializadas nos Açores a um preço máximo de 1,18 e 1,24 euros por litro respectivamente (€1,34 e €1,41 no continente, mais 14,3 por cento e 14 por cento) e o gasóleo rodoviário a 99 cêntimos por litro (€1,09 no continente, o que equivale a mais 10,5 por cento).

O gasóleo agrícola terá a partir de segunda-feira um preço máximo de venda ao público de 59 cêntimos por litro e o gasóleo pescas de 46 cêntimos por litro.

No continente os preços praticados para estes combustíveis são de 71 cêntimos para o gasóleo agrícola (mais 21,5 por cento) e de 55 cêntimos por litro no caso do gasóleo pescas (mais 20,7 por cento).

O gás de consumo doméstico terá o seu preço máximo fixado em €1,05 por quilo, o que equivale a uma diferença de 39,6 por cento em relação ao preço praticado no continente, que é de €1,46.

Os novos preços entram em vigor às 00h00 de segunda-feira.


GaCS/NM

Condições de acesso ao SIDER são agora mais fáceis para os empresários



A partir de agora, passa a ser mais fácil aos empresários açorianos satisfazer algumas das condições de acesso ao Sistema de Incentivos para o Desenvolvimento Regional dos Açores (SIDER).

Esta é uma das consequências das alterações ao SIDER, hoje aprovadas pelo Parlamento açoriano, e que reduzem os níveis de autonomia financeira exigidos às empresas, bem como do grau de financiamento do projecto com recurso a capitais próprios.

Por proposta do Governo, são reduzidos de 25% para 15% os níveis exigidos aos candidatos em termos de autonomia financeira e de 25% para 20% o grau de financiamento por capitais próprios.

Durante o debate, o secretário regional da Economia justificou estas alterações com a necessidade de adequar a legislação “àquilo que têm sido algumas diferenças de entendimento” por parte das instituições europeias e nacionais que têm a seu cargo a gestão dos fundos comunitários.

Vasco Cordeiro discordou, todavia, da oportunidade de proceder agora a “alterações mais substanciais” no diploma, remetendo essa possibilidade para depois da avaliação intermédia a que serão sujeitos os sistemas de incentivos no decurso do segundo semestre deste ano.

Na opinião do Governo, essa será a altura mais adequada para fazê-lo, até porque estaremos então a “meio” da vigência deste sistema de incentivos e do Quadro Comunitário de Apoio, referiu o secretário regional.

As primeiras alterações ao SIDER foram introduzidas no início de 2009 com vista a facilitar a análise e tornar mais célere o pagamento dos incentivos a conceder, através dos mecanismos de antecipação de pagamento ou de concessão de adiantamentos.

Na altura, o Executivo pretendeu “mitigar os impactos negativos para as empresas e para as famílias, procurando em paralelo aumentar o grau de liquidez da economia regional”.

Vasco Cordeiro lembrou ainda que, não obstante aquelas alterações, o Governo “sempre manifestou disponibilidade para introduzir novas melhorias” que visassem a superação das dificuldades encontradas pelos empresários.

Questionado sobre a adesão dos empresários, o governante revelou que já estão aprovados no âmbito do SIDER cerca de 400 projectos, que envolvem um investimento privado de 250 milhões de euros e a criação de mais de 1.100 postos de trabalho.



GaCS/FG

Inspecção Regional de Educação analisa a qualidade do apoio educativo



A Inspecção Regional de Educação (IRE) iniciou esta semana, na Terceira, uma actividade inspectiva à qualidade do apoio educativo, que vai abranger 50% das unidades orgânicas do sistema educativo regional até 2012.

Por questões operacionais esta actividade inspectiva plurianual, que começou na EBI dos Biscoitos, vai desenvolver-se predominantemente na ilha Terceira durante o ano de 2010.

De acordo com a IRE serão inspecionadas, previsivelmente, seis unidades orgânicas por ano, envolvendo dois inspectores durante três a cinco dias úteis no terreno.

O principal objectivo desta actividade inspectiva é analisar a qualidade do apoio educativo prestado, verificar a adequação do projecto de apoio educativo (PAE) das unidades orgânicas, bem como observar a execução no terreno e avaliar os resultados dos projectos, numa perspectiva de evolução qualitativa do desempenho da unidade orgânica.


GaCS/RM

Protecção Civil alerta para a ocorrência de mau tempo nos Açores




O Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dos Açores alerta para a ocorrência de um sistema frontal, com actividade moderada a forte, que deverá atravessar o arquipélago, provocando um agravamento do estado do tempo no arquipélago.

Segundo as previsões do Instituto de Meteorologia, deverá registar-se nos Grupos Ocidental, Central e Oriental, vento forte de sul, temporariamente de sueste com rajadas até 100 quilómetros por hora, além de períodos de chuva por vezes forte ao longo da tarde e noite de hoje e até amanhã de manhã.

O Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dos Açores recomenda, por isso, que sejam tomadas as precauções habituais em situações desta natureza.


GaCS/CM

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Dois pescadores resgatados do mar ao largo dos Açores


O Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Ponta Delgada promoveu, esta quinta-feira, a evacuação médica de dois tripulantes de duas embarcações de pesca que se encontravam ao largo dos Açores.


Os pedidos de evacuação foram recebidos às 18:50 de quarta-feira, tendo um dos tripulantes entrado às 11:55 desta quinta-feira no Hospital de Ponta Delgada, enquanto o segundo chegou a este hospital às 19:50.


Os dois homens, ambos de nacionalidade espanhola, encontravam-se a bordo de barcos de pesca com bandeira de Espanha e cerca de 28 metros de comprimento. Um dos homens, de 44 anos, estava a bordo do FRANIVAN, que se encontrava a cerca de 300 milhas (482 quilómetros) a sul do Faial, enquanto o outro, de 29 anos, que apresentava traumatismo craniofacial e fractura da coluna cervical, estava no AGIOS NIKOLAUS, a cerca de 350 milhas (563 quilómetros) a sul do Faial.


As duas embarcações de pesca aproximaram-se da ilha açoriana para facilitar as operações de evacuação, que envolveram dois helicópteros SA-330 Puma e uma aeronave C-212 Aviocar, da Força Aérea Portuguesa.


Fonte: IOL

Birding Azores, um novo website sobre a avifauna dos Açores



Se tem interesse na avifauna do Açores, vai gostar certamente de conhecer o novo website Birding Azores.


Este portal inclui um grande volume de informação sobre as aves deste arquipélago, nomeadamente notícias e registos recentes, detalhes sobre onde ver aves e informação detalhada sobre cada espécie.Votos de boas navegações em http://www.birdingazores.com/.

Fonte: SPEA

Formação no âmbito do programa “Tu Decides”



A Direcção Regional da Prevenção e Combate às Dependências promove, amanhã e Sábado, em Ponta Delgada, duas acções de formação integradas no programa “Tu Decides”.

Estas acções que, se realizaram já na Horta e em Angra do Heroísmo, são desenvolvidas com a colaboração da Direcção Regional da Educação e têm a coordenação científica do IREFREA (Instituto Europeu para Investigação dos Factores de Risco de Crianças e Adolescentes).

Na primeira fase deste projecto foram formados 235 professores dos 7ºs e 9ºs anos de todas as ilhas. Na presente fase, a acção abrange também as escolas profissionais e 80 professores e psicólogos educacionais.

Com este programa pretende-se que os jovens estejam capacitados para tomar decisões responsáveis, baseadas em informações credíveis e num espírito crítico perante eventuais ocasiões de experimentação ou consumo de drogas.

Em Ponta Delgada, os trabalhos iniciam-se amanhã, às 14 horas, no Auditório da Escola Superior de Enfermagem de Ponta Delgada.

Esta acção, bem como a participação dos professores, pode ser acompanhada no blogue do “Tu Decides”, no seguinte endereço:
http://www.programatudecides.blogspot.com/


GaCS/RC

Esclarecimento da Secretaria Regional da Saúde



Esclarecimento da Secretaria Regional da Saúde relativo às notícias emitidas pela Antena 1 Açores, nos dias 9 e 10 de Fevereiro, referindo alegadas declarações de Filipe Rocha, administrador delegado no Hospital de Angra do Heroísmo.

1 – A Secretaria Regional da Saúde afirma peremptoriamente que não recebeu qualquer pedido de demissão nem qualquer carta de Filipe Rocha.

2 – O próprio administrador delegado, Filipe Rocha, informou a Secretaria que não escreveu qualquer carta, que não apresentou qualquer pedido de demissão e também não prestou quaisquer declarações a nenhum jornalista da Antena 1 Açores.

3 – Nenhuma fonte da Secretaria Regional da Saúde poderia ter dado qualquer informação sobre a demissão de Filipe Rocha uma vez que esse pedido nunca existiu.


GaCS/RC

Touradas à corda devem ter uma duração máxima de três horas



As touradas à corda nos Açores devem ter uma duração máxima de três horas e a lide de cada touro um mínimo de 15 minutos e um máximo de 30 minutos.

Estas são duas das novas regras das touradas tradicionais no arquipélago, que hoje foram aprovadas pela Assembleia Legislativa no âmbito da primeira alteração ao diploma que estabelece o regime jurídico de actividades sujeitas a licenciamento das câmaras municipais na Região Autónoma dos Açores.

O Governo justifica a redução em 30 minutos da duração máxima das touradas à corda no arquipélago com a necessidade de “atender às preocupações do bem-estar animal”.

Com o objectivo de evitar a acumulação de diversos espectáculos taurinos ao fim-de-semana, passa também a ser possível, a partir de agora, realizar touradas não tradicionais em qualquer dia.

Todavia, em cada freguesia e freguesias contíguas, dentro do mesmo concelho, só poderá ser autorizada a realização de uma manifestação taurina no mesmo dia.

A aprovação destas alterações visa ainda, de acordo com o Executivo, uma melhor clarificação e rigor das definições constantes do capítulo referente às touradas à corda que “melhor se compaginem com os usos da tradição, uma vez enraizadas na cultura popular da comunidade açoriana”.

Neste contexto, foi introduzida a definição de ganadeiro, eliminando-se o requisito de inscrição na Associação de Criadores de Tourada à Corda, e passou a ser exigida a inscrição de todo o gado bravo no Livro Genealógico ou Registo Zootécnico da Raça Brava.

De acordo com o mapa anexo ao diploma, existem actualmente classificadas como tal no arquipélago 158 touradas tradicionais, distribuídas pelas ilhas Terceira (115), Graciosa (25) e S. Jorge (18).


GaCS/FG

Governo apoia realização do Campeonato Nacional de Motocross MX2 nos Açores



O Governo Regional, através da Direcção Regional do Desporto, vai apoiar financeiramente a Associação Desportiva Cultura e Recreativa Rosinhas Volei Clube, que se propõe organizar o Campeonato Nacional de Motocross MX2, em seniores, no arquipélago.

De acordo com o contrato programa, hoje publicado no Jornal Oficial, o Executivo Regional vai comparticipar com 8.736,00 euros uma prova desportiva, cujo custo total previsto ronda os 25 mil euros.

O Governo Regional justifica este apoio com “o reconhecido interesse público regional” da modalidade, no âmbito do incentivo para o desenvolvimento e diversificação das actividades desportivas nas ilhas.

Entre outras coisas, o Rosinhas Volei Clube fica obrigado a garantir a participação de um mínimo de 52 elementos deslocados para o Campeonato Nacional de Motocross MX2 Open, em seniores, entre atletas, técnicos, dirigentes e árbitros.

A comparticipação financeira, a suportar pela dotação específica do Plano Regional Anual para 2010, será processada após a assinatura do presente contrato-programa e mediante a apresentação de um relatório pelo Rosinha Volei Clube.

O prazo de execução deste contrato programa termina a 30 de Novembro de 2010.


GaCS/RM

PRODESA formalmente encerrado



O Programa Operacional para o Desenvolvimento Económico e Social dos Açores (PRODESA), foi formalmente encerrado hoje, em Angra do Heroísmo, com a apresentação e aprovação do Relatório Final de Execução da Comissão de Acompanhamento, presidida pela Direcção Regional do Planeamento e Fundos Estruturais.

A reunião marca o encerramento do III Quadro Comunitário de Apoio nos Açores e contou com uma delegação da Comissão Europeia e outra do Governo da República.

Segundo disse aos jornalistas o director regional do Planeamento e fundos estruturais, o PRODESA foi muito importante para os Açores, movimentando apoios comunitários na ordem dos 911 milhões de euros, que permitiram um investimento global de 1,3 mil milhões.

Rui Amann sublinhou que o programa foi sendo reforçado pela União Europeia devido ao bom desempenho de execução nos Açores, o que garantiu fundos substancialmente superiores ao previsto inicialmente.

O PRODESA foi aprovado pela Comissão Europeia em 28 de Julho de 2000, com uma dotação inicial de fundos estruturais de 854.441 milhões de euros, repartidos pelos quatro fundos estruturais – o FEDER (infra-estruturas e fomento do investimento privado), o FSE (qualificação profissional, fomento do emprego e inclusão social), o FEOGA-O (desenvolvimento da agricultura e mundo rural) e o IFOP (desenvolvimento das pescas).

Em termos finais, o montante de fundos estruturais programados ascendeu a 911,6 milhões (mais 57,2 milhões que a dotação global inicial), repartido pelo FEDER com 626,1 milhões de euros (mais 32,3 milhões que a inicial), pelo FSE 116,2 milhões de euros (mais 18 milhões), pelo FEOGA-O com 139,2 milhões de euros (mais 5,6 milhões) e pelo IFOP com 30,0 milhões (mais 1,1 milhões).

Neste programa operacional foi sempre cumprida a regra financeira designada de n+2, ou efeito guilhotina, como também é conhecida, o que significa que não se verificou qualquer penalização financeira em qualquer dos quatro fundos estruturais por via de atrasos significativos (mais de 2 anos) na execução programada.

Estradas regionais e municipais, portos e os aeroportos, construções escolares, qualificação ambiental e saneamento, promoção turística, ciência, tecnologia e a inovação, produção electricidade a partir das renováveis, modernização da rede de abate, caminhos e a electrificação rural, construção de embarcações de pesca, formação profissional, modernização das pequenas e médias empresas, transformação e comercialização dos produtos agrícolas e da pesca, indústria transformadora, comércio e serviços, foram alguns dos segmentos da actividade económica e social que receberam apoio financeiro dos fundos estruturais do PRODESA.

O Governo dos Açores, as Autarquias Locais, o sector empresarial privado e público, institutos, entidades diversas públicas e privadas beneficiaram dos apoios comunitários, num universo de mais de 8 800 projectos aprovados nas medidas do PRODESA, cabendo ao FEDER o apoio a 1.394 projectos, nas medidas financiadas pelo FEOGA-O 5.759 projectos, no FSE 678 e no IFOP 988.






GaCS/FA/DRPFE

Governo realiza acções de sensibilização para a prevenção da violência no namoro



A Secretaria Regional do Trabalho e Solidariedade Social, através da Direcção Regional da Igualdade de Oportunidades (DRIO), realiza até amanhã, na Escola Básica Integrada Tomás de Borba e Escolas Secundárias Vitorino Nemésio e Jerónimo Emiliano de Andrade, na ilha Terceira, diversas acções de sensibilização para a prevenção da violência no namoro.

A iniciativa, que conta com a colaboração da Polícia de Segurança Pública – Divisão Policial de Angra do Heroísmo e da UMAR Açores - Delegação de Angra do Heroísmo, surgiu de uma proposta de trabalho da Divisão Policial de Angra do Heroísmo e será enquadrada nas comemorações do Dia de S. Valentim.

Os eventos em causa inserem-se no âmbito dos objectivos definidos pela DRIO, que consistem na sensibilização, prevenção e combate à violência doméstica, na vertente de intervenção junto dos jovens visando a prevenção violência nas relações amorosas juvenis.


GACS\SM

Governo melhora acessibilidade dos cidadãos aos serviços na área do ambiente



Qualquer pessoa ou entidade com acesso à Internet poderá aceder, a partir de agora, aos diferentes serviços prestados pela Secretaria Regional do Ambiente e do Mar.

Esta melhoria na acessibilidade aos serviços na área do ambiente resulta da entrada em funcionamento do Sistema Integrado de Serviços Online para o Domínio do Ordenamento e Informação Territorial (DO.IT), hoje apresentado na Horta pelo secretário do Ambiente e do Mar.

Para Álamo Meneses, esta “deslocalização dos serviços de ambiente” representa para os cidadãos uma grande melhoria em termos de acessibilidade, já que, a partir de agora, “passamos a ter nos Açores um serviço de ambiente em casa de cada pessoa ou instituição com acesso à Internet”.

O secretário regional considerou ainda que as vantagens daí resultantes são mais do que evidentes, lembrando que muitas das solicitações que os cidadãos colocam directamente aos serviços de ambiente podem já ser feitas “em qualquer altura, a qualquer hora, em qualquer lugar, sem ficaram dependentes de calendários ou serviços”.

Disponível no endereço
http://servicos.sram.azores.gov.pt/, esta aplicação informática visa facilitar e agilizar o relacionamento dos cidadãos e de todas as entidades, públicas e privadas, com a administração pública regional em domínios tão diversos como os da conservação da natureza, do ordenamento do território, dos recursos hídricos, da energia e das pescas.

Com o serviço hoje apresentado, que está também disponível através do portal da Rede Integrada de Apoio ao Cidadão (RIAC), o Governo quer contribuir para a simplificação dos processos internos, ao funcionar como uma plataforma interactiva para a circulação e a uniformização de procedimentos dentro da administração pública regional, permitindo aos próprios requerentes o acompanhamento do estado dos seus pedidos através de uma área de trabalho privada, acessível via Web.

Registo de pessoas, entidades e infra-estruturas, pedidos de licenciamento e de certificação, apresentação de denúncias ambientais, participação em actos públicos e acesso a programas de incentivos e a inscrição em eventos são alguns dos diferentes serviços disponibilizados nesta fase pelo DO.IT.

Com o lançamento desta nova plataforma, o Governo Regional passa igualmente a disponibilizar aos cidadãos o serviço NA MINHA ILHA (
http://servicos.sram.azores.gov.pt/naminhailha) para a submissão de qualquer tipo de informação relativa a questões ambientais identificadas em qualquer ponto do arquipélago.

Para tal, basta seleccionar o local em causa a partir de uma base geográfica e preencher o respectivo formulário, que é automaticamente encaminhado para os serviços centrais da Secretaria Regional do Ambiente e do Mar.

Para além destas ferramentas, a Secretaria do Ambiente e do Mar está também a ultimar a criação do Sistema Regional de Informação Territorial para a publicação via Web de todos os instrumentos de gestão territorial dos Açores.



GaCS/FG

Açores combatem a pobreza de forma frontal



Não há região ou país da Europa que, na última década, tenha combatido a pobreza “de uma forma tão frontal” como os Açores.

A afirmação é da secretária regional do Trabalho e Solidariedade Social, Ana Paula Marques, e foi expressa hoje, no parlamento açoriano, durante uma discussão à volta do Rendimento Social de Inserção (RSI).

Segundo Ana Paula Marques, o combate à pobreza nos Açores tem sido “muito bem feito”, adiantando que “isto mesmo está escrito em relatórios da União Europeia”.

Quanto ao RSI, a secretária regional disse tratar-se de “uma medida de grande alcance social, que só peca por ter 12 anos”, pois já devia ter sido implementada em Portugal “há muitos mais anos”.

Ana Paula Marques lembrou ainda que esta medida vigora em muitos países da União Europeia, havendo alguns “que até não pedem nada em troca”, porque entendem que aquele apoio “é o mínimo para que as pessoas possam ter alguma dignidade”.

“Nós, mesmo assim, seguimos o modelo francês, que exige um plano de inserção” aos beneficiários, disse a secretária regional.

Considerou ainda que a medida, que apresenta uma taxa de sucesso de 80 por cento, “imprimiu em Portugal um sentido de justiça social, de equidade e de grande solidariedade”.

A secretária regional lembrou também à bancada social-democrata que se os Açores têm actualmente 20 mil beneficiários do RSI, a verdade é que, em 1998 e 1999, eles foram mais de 27 mil.

Seja como for, disse Ana Paula Marques, os Açores desenvolveram nos últimos anos um excelente trabalho nessa área, se bem que “não é numa década que se podem contrariar todas as questões estruturais ligadas à pobreza”.


GaCS/FG

Equipas de cuidados paliativos estão já constituídas



O secretário regional da Saúde anunciou hoje que já estão constituídas as equipas de cuidados paliativos nos hospitais e nos centros de saúde da Região, devendo a sua acção ser implementada até longo do primeiro trimestre deste ano.

Miguel Correia prestou estas declarações, no final de uma visita ao Hospital da Horta, destinada assinalar o Dia Mundial do Doente.

Segundo o secretário da Saúde, as equipas de suporte comunitário de cuidados paliativos, que ficarão nos centros de saúde, terão a seu cargo o apoio aos doentes internados bem como pessoas que se encontrem em lares de idosos ou no seu domicílio, acompanhadas pelos familiares. Por sua vez, as equipas criados nos hospitais providenciarão o acompanhamento dos doentes mais graves internados e articularão as equipas dos centros de saúde da zona de influência desses hospitais.

Estas equipas envolvem mais de setenta profissionais.

A propósito da data que hoje se assinala, o Dia Mundial do Doente, Miguel Correia enalteceu a acção das ligas dos amigos e das Comissões de humanização dos hospitais que desenvolvem actividades em prol dos doentes.

“Há pessoas que passam muitos dias nos hospitais, longe dos seus familiares e valorizam muito as palavras de conforto e os gestos de solidariedade dos voluntários que integram essas associações”, sublinhou o secretário da Saúde.

Miguel Correia disse que é intenção do governo fomentar, ao longo do corrente ano, encontros entre as diversas ligas de amigos e comissões de humanização dos hospitais na Região, com vista a uma partilha de experiências e de ideias que visem melhorar a assistência aos doentes.



CaCS/RC

Governo apresenta impacto no emprego e produtividade do PRODESA-FSE à Comissão Europeia



O director regional do Trabalho, Qualificação Profissional e Defesa do Consumidor apresenta hoje à Comissão Europeia, pelas 14:30 horas, no Hotel Angra, na ilha Terceira, o impacto no emprego e na produtividade da execução daquele programa operacional, no âmbito da reunião da Comissão de Acompanhamento do PRODESA, Programa Operacional do Fundo Social Europeu para os Açores, PRODESA-FSE.

O PRODESA – FSE, que funcionou entre 2000 e 2008, obteve uma execução de 100%, ou seja, com a utilização integral de 129.275.264, 39 euros desenvolveu programas de qualificação e emprego junto de 91.689 açorianos, o que corresponde a 38% dos açorianos, sendo que os mesmos programas de qualificação e emprego foram dirigidos, em particular, a mulheres (53.162) e a jovens em formação profissional (22.934).

Face à execução do PRODESA-FSE constata-se, igualmente, que as metas delineadas para o programa operacional foram todas superadas, nomeadamente: 114% dos jovens previstos em formação profissional, 155% dos jovens previstos em processos de transição da vida activa, ou, ainda, 106% de pessoas previstas com fragilidades particulares inseridas em programas do Mercado Social de Emprego.

Ainda no âmbito do programa operacional registou-se, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística e do Instituto do Emprego e Formação Profissional, um aumento de 18% do número de trabalhadores, passando de 95.464 para 112.596, e uma diminuição de 57% do número de desempregados, que passou de 9.700 para 4.158. Recorde-se que esta evolução aconteceu num contexto nacional onde o número de desempregados sofria um aumento de 19%.

No balanço do impacto do PRODESA-FSE verifica-se que a duração no desemprego baixou para menos de metade, uma vez que a percentagem de Desempregados de Longa Duração, isto é, de desempregados inscritos há mais de um ano, passou de 44% do total dos desempregados para 20% dos desempregados.

No que concerne ao impacto do PRODESA no emprego de qualidade nos jovens e no sexo feminino, verificou-se, no tempo de actuação do programa operacional, um aumento de 22% no número de jovens a trabalhar nos Açores, isto é, de 21.558 passamos a ter 33.343 jovens a trabalhar na Região. Registou-se também um acréscimo de 41 % de mulheres jovens a trabalhar, passando de 8.588 para 13.774. Em relação ao número de jovens desempregados à procura do primeiro emprego, os dados revelam que o mesmo passou de mais de 2.000 para menos de 400.

Segundo o Observatório do Emprego e Formação Profissional regista-se também nos Quadros de Pessoal das empresas privadas um aumento de 33% de trabalhadores e de 52% de trabalhadoras do sexo feminino, tendo-se verificado, igualmente, um acréscimo de 53% nos quadros superiores e de 121% nos quadros superiores femininos. Muito relevante é também o aumento de trabalhadores altamente qualificados que foi de 67% e de 299% nas mulheres trabalhadoras altamente qualificadas.

Quanto à produtividade, os aumentos verificados foram muito superiores aos aumentos nacionais, pois, entre 2001 e 2007, houve aumentos na produtividade nos sectores primários (27%), secundários (36%) e terciários (18%).


GaCS/SM

Lógica do controlo e custos das obras públicas não se esgota nos trabalhos a mais




O secretário regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos disse quarta-feira à noite, no parlamento açoriano, que “a lógica do controlo e dos custos no domínio das obras públicas não se esgota nos trabalhos a mais”.

A opinião foi expressa por José Contente durante a discussão de uma proposta do Bloco de Esquerda com vista a alterar o regime de trabalhos a mais estabelecido pela adaptação à Região do Código de Contratos Públicos.

Para o secretário regional, “esta é mesmo uma visão redutora e não compaginável com a realidade dos custos finais das obras”.

Segundo afirmou o governante, a proposta do BE para limitar a 5% o valor dos trabalhos a mais não faz qualquer sentido quando já existe um Código de Contratação Pública que “evidencia esse controlo e o rigor a montante, com situações que têm a ver com o projectista, com a responsabilidade por erros e omissões e com o reforço dos poderes de fiscalização”.

“Estes, sim, são factores determinantes nos custos finais das obras públicas”, observou José Contente, adiantando ainda que, por tudo isso, faz cada vez menos sentido, hoje em dia, falar em derrapagens nas obras públicas.

Conforme explicou, “antigamente havia um preço-base a partir do qual as empresas concorriam e podiam dar preços superiores ou inferiores a esse preço-base”. Porém, continuou o secretário regional, hoje em dia o preço-base lançado por qualquer entidade “é o limite máximo que podem atingir as propostas”, o que significa que, “logo aí, há um tecto que limita a questão do descontrolo financeiro de qualquer obra pública”.


GaCS/FG

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Governo passa a apresentar à Assembleia relatório sobre o estado do ambiente de três em três anos



O Governo Regional deverá apresentar à Assembleia Legislativa, de três em três anos, um relatório sobre o estado do ambiente, nele se incluindo as matérias referentes ao estado do ordenamento do território nos Açores.

Esta obrigatoriedade resulta da aprovação, hoje no Parlamento açoriano, do diploma que regulamenta a elaboração e disponibilização dos relatórios sobre o estado do ambiente e do ordenamento do território necessários à garantia do direito de participação pública em matéria de política de ambiente.

Nos termos deste decreto legislativo regional, o relatório governamental deverá conter informação sobre o enquadramento geral da situação ambiental – incluindo a situação demográfica e socioeconómica –, estado do oceano, qualidade das águas costeiras e de transição, situação dos recursos haliêuticos e dos fundos oceânicos, situação climática e cenários e impactes das alterações climáticas.

Disponibilidade e utilização dos recursos hídricos, qualidade e estado das massas de água doce, uso dos solos e estado do sistema de ordenamento do território e de conservação da paisagem, situação do sistema de áreas protegidas e da conservação da biodiversidade e da geodiversidade, incluindo o estado de conservação das espécies endémicas e a evolução das espécies invasoras, são outras das matérias a incluir no documento.

Do relatório governamental devem constar ainda matérias como qualidade do ar e principais fontes de poluição atmosférica e de poluição sonora, incidências ambientais da produção e utilização de energia e do funcionamento dos sistemas de transportes, gestão de resíduos, riscos naturais e antropogénicos, promoção e educação ambiental, legislação ambiental e investimentos em matéria ambiental das administrações central, regional e local nos Açores.

De acordo com este diploma, o departamento da administração regional competente em matéria de ambiente deverá manter no portal do Governo Regional na Internet a informação pública produzida em matéria ambiental.

Para além de uma base de dados de imagem e multimédia sobre o ambiente nos Açores, facilmente acessível e cujo conteúdo pode ser livremente reproduzido e utilizado para qualquer fim lícito, essa informação incluirá ainda a compilação de todos os instrumentos de ordenamento do território eficazes e informação sobre o estado do ordenamento do território.

Proposto pelo Executivo, o diploma agora aprovado dispõe igualmente sobre o apoio à actividade das organizações não governamentais que se dediquem à promoção da participação pública em matéria de ambiente e à realização de acções de informação, sensibilização, educação e formação ambientais.

O documento alarga também a composição e reforça as competências do Conselho Regional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável, integrando neste órgão as competências que estavam atribuídas ao Conselho Regional da Água, à Comissão Regional de Acompanhamento da Gestão de Embalagens e Resíduos de Embalagens e à Comissão para a Implementação do Mercado Regional de Resíduos.

Do mesmo modo, cria ainda a possibilidade de transformar aquele órgão num fórum de partilha das boas práticas ambientais, capaz de manter um diálogo aberto e profícuo entre as organizações que o compõem, permitindo a sua participação na rede dos Conselhos Consultivos Europeus para o Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (EEAC).

A aprovação deste decreto legislativo introduz no ordenamento jurídico regional a disciplina necessária à execução dos compromissos decorrentes da Convenção sobre Acesso à Informação, Participação do Público no Processo de Tomada de Decisão e Acesso à Justiça em Matéria de Ambiente, assinada em Aarhus, na Dinamarca, em 25 de Junho de 1998.

Adoptada pela Comunidade Europeia e pelos seus Estados-Membros em Junho de 1998, a Convenção de Aarhus foi aprovada para ratificação pela Resolução da Assembleia da República n.º 11/2003, de 25 de Fevereiro, e ratificada pelo Decreto do Presidente da República n.º 9/2003, da mesma data.

A Convenção de Aarhus baseia-se na ideia de que a melhoria do acesso do público à informação e à justiça – a par de uma maior participação dos cidadãos na tomada de decisões em matéria de ambiente – têm como consequência uma melhor aplicação do direito ambiental.

Com aquele instrumento jurídico, pretendeu-se garantir ao público – seja ele uma ou mais pessoas singulares ou colectivas ou associações, agrupamentos ou organizações formadas por essas pessoas, nomeadamente as organizações não governamentais de ambiente – o direito de acesso às informações sobre o ambiente que estejam na posse das instituições e organismos públicos.


GaCS/FG

Carlos César afirma que há retoma económica mas quer o empenho de todos na luta contra a crise



Carlos César disse esta tarde que ao Governo dos Açores não faltam ideias, nem projectos e, muito menos, o sentido de recriar, inovar e alterar as medidas tomadas para o combate às dificuldades provocadas pela crise internacional.

No entanto, lamentou que, ao longo do debate suscitado pela interpelação do PSD ao Governo Regional sobre a situação económica e social, o partido interpelante – ao contrário do que fizeram as restantes representações da oposição – não tenha avançado com “uma única proposta, uma única sugestão.”

Sublinhando não se poder avaliar os progressos ou retrocessos de uma região como a dos Açores de forma isolada, mas sim com todos os efeitos que lhe são impostos pela sua integração num mundo cada vez mais global, Carlos César apontou a incongruência da argumentação social-democrata que, ao mesmo tempo, pretendeu ignorar “o que se passa lá fora” e desvalorizar os índices de crescimento dos Açores superiores aos da Madeira, do Continente e da União Europeia.

Carlos César insistiu na ideia de que, apesar das dificuldades ainda sentidas nos Açores, há já sinais de retoma, bem patentes em indicadores económicos de áreas importantes como a do incumprimento de empresas junto da segurança social, do aumento do consumo de cimento, da venda de automóveis, do consumo de energia eléctrica na indústria, no comércio e nos serviços, no leite entregue nas fábricas, no gado abatido, no queijo produzido, entre outras.

“É também com base nessa análise que nós devemos trazer a esta Casa, e desta Casa aos açorianos, um sinal de confiança, uma luz para superar a situação mais difícil que se vive com os efeitos desta crise nos Açores”, disse, acrescentando que o Governo continuará a trabalhar para que a inversão dessa situação aconteça a breve trecho.

Mas, para além da Assembleia Legislativa, o presidente do Governo quer que também as câmaras municipais – sobretudo as maiores – se envolvam nesse esforço, pagando mais atempadamente às empresas de construção civil, não as asfixiando, nem as espremendo, como disse.

Retomando a afirmação de que a crise actual não depende só do Governo Regional, Carlos César assegurou que, “se dependesse só de nós, já a tínhamos ultrapassado, como ultrapassámos a crise que nos deixaram em 1996”, justificando a sua convicção com a boa saúde actual das finanças públicas regionais, que permite manter um alto volume de investimento.

“Temos em curso mais de 232 milhões de euros em obras e no recurso à prestação de serviços na região e vamos lançar empreitadas num valor superior a 160 milhões de euros até 30 de Junho. O Governo dá, assim, também, o seu contributo para o aumento do volume de negócios do sector privado, para a criação e manutenção de empregos”, realçou.

A concluir a sua intervenção, Carlos César disse que gostaria que os “nossos políticos nos Açores acreditassem mais, não só nas suas capacidades, mas nas capacidades do povo açoriano em ultrapassar esta crise” e lamentou que o PSD “não tenha apresentado soluções e se tenha ancorado na casinha do costume, na casinha do queixume.”



GaCS/CT

Espectáculo de Jamie Cullum abre programação oficial dos Açores-Região Europeia 2010



A programação oficial dos Açores enquanto Região Europeia do Ano 2010 abre com um espectáculo de Jamie Cullum no Teatro Micaelense, já no próximo dia 21 de Fevereiro pelas 21H30.

Depois do lançamento da imagem e da logomarca dos Açores, enquanto Região Europeia do Ano 2010, na Bolsa de Turismo de Lisboa e da Conferência: "Açores - Região Europeia de 2010: Um trunfo para a Europa”, à qual se associou o Presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, e cuja Sessão de Encerramento foi Presidida por Carlos César, chega a vez de iniciar as actividades nos Açores com o espectáculo deste destacado e popular músico europeu.

Jamie Cullum, artista em que recaiu a escolha para abrir a programação nos Açores da "Região Europeia do Ano 2010", é um cantor, compositor, pianista, guitarrista e baterista, com talento reconhecido internacionalmente e representa a fusão de vários estilos, como o Acid Jazz, o Rock, o Hip-hop, os Blues e o Pop, todos envoltos numa roupagem actual e dançável

O cantor britânico, acaba de editar o quinto disco de originais: "The Pursuit", cujo primeiro single “Don’t Stop the Music” tem tido rodagem repetida nas rádios nacionais e regionais e que serve de base à digressão europeia que o vai trazer também ao Coliseu de Lisboa, no dia 25 de Maio, e cujo espectáculo já tem a bilheteira esgotada,

Jamie Cullum ganhou vários prémios destacando-se, no festival de jazz "British Jazz Awards 2003", o prémio de Rising Star (estrela em ascenção); no "Brit Awards de 2005" foi nomeado para melhor músico e melhor actuação e no "BBC Jazz Awards" de 2005 ganha o prémio de Artista do Ano.

O Concerto do dia 21 no Teatro Micaelense pretende dar o pontapé de saída à Programação Oficial do ano em que os Açores elegeram como objectivo duplo: levar os Açores à Europa e celebrar a cultura europeia junto dos açorianos.


GaCS/LFC

Governo junta, pela primeira vez, gestores de todos os Centros de Ciência dos Açores



O Governo Regional, através da Secretaria Regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos, reuniu hoje à mesma mesa, pela primeira vez, todos gestores e colaboradores dos Centros de Ciência dos Açores.

Este encontro, segundo o Director Regional da Ciência, Tecnologia e Comunicações, “marcou um passo importante na existência daqueles Espaços”.

Durante a reunião foram trocadas impressões entre as várias entidades e foi também uma oportunidade para os respectivos gestores dos Centros de Ciência apresentarem a sua visão para o espaço que gerem e a sua importância no contexto global da constituição da rede dos Centros de Ciência.

Na ordem de trabalhos constou ainda a apresentação dos resultados do ano de 2009, a análise aos constrangimentos e dificuldades assinaladas durante ano transacto e, em conjunto, sugeridas soluções. A discussão do Plano de Actividades para 2010 também esteve em cima da mesa, a fim de serem concertadas estratégias para promoção de actividades e projectos para o público em geral.

“Esta reunião, realizada pela primeira vez desde que existem os Centros de Ciência, representou uma oportunidade única para se estudarem formas de sinergia entre os vários espaços e modos de trabalharem em conjunto rumo à integração da população açoriana na Sociedade do Conhecimento”, afirmou Paulo Menezes.

Recorde-se que os Centros de Ciência dos Açores são espaços de divulgação da cultura científica e tecnológica, impulsionados pela SRCTE, que visam potenciar a integração de todos os cidadãos na Sociedade do Conhecimento e que tem por objectivos contribuir para uma maior divulgação do conhecimento.

Actualmente existem cinco Centros de Ciência nos Açores sob a alçada da SRCTE, nomeadamente: o Expolab, na Lagoa – para a divulgação científica no âmbito das temáticas relacionadas com Ciências Naturais; o Observatório Astronómico de Santana, na Ribeira Grande, vocacionado para a divulgação de temáticas relacionadas com a Astronomia; o Observatório Vulcanológico e Geotérmico, na Lagoa, que tem por objectivo o desenvolvimento e a promoção de actividades de investigação aplicada e de divulgação cientifica na área da Vulcanologia, Sismologia e Geotermia; o Observatório do Ambiente, em Angra do Heroísmo, vocacionado para a área do Ambiente; e o Observatório do Mar, na Horta, dedicado à promoção e desenvolvimento de actividades de divulgação das Ciências Marinhas.

Este ano será ainda inaugurado o Observatório Microbiano, nas Furnas, para divulgação na área dos microorganismos.


GaCS/VS

Carlos César afirma que a Região conhece os seus pobres e reconhece os seus direitos



O presidente do Governo dos Açores afirmou-se hoje convicto de que, sobre o Rendimento Social de Inserção (RSI), – “que nós reputamos de grande importância no aparato e no dispositivo do apoio social nos Açores” –, a Assembleia Legislativa pode ter uma acção de apreciação continuada da sua execução.

Carlos César, que falava no decorrer dos debates suscitados pela interpelação do PSD ao Governo sobre a situação económica e social da Região, acrescentou que a Assembleia pode também fazer, sobre o RSI, “um ponto de situação e uma reflexão sobre o seu significado e sobre o seu conteúdo estratégico, em relação aos públicos a que se dirige.”

O presidente do Governo disse mesmo que os deputados poderiam “reflectir, consultar os parceiros sociais, ouvir os técnicos da Acção Social, indagar as consequências dessa medida, tentar perceber quais os processos e porque é que foram deferidos, quais as famílias e porque razão deixaram de receber”, após o que deveria a Assembleia emitir recomendações ao Governo Regional.

Deixando claro que, entretanto, o apoio aos mais desfavorecidos não será descurado, Carlos César frisou que “feliz da região, feliz do país, feliz da sociedade que tem estes instrumentos de apoio, porque isso quer dizer que é uma sociedade que conhece os seus pobres e reconhece os seus direitos.”



GaCS/CT

Secretaria dos Equipamentos constrói novo arruamento nas Furnas



A Secretaria Regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos, através da Direcção Regional dos Equipamentos e Transportes Terrestres, iniciou a construção de um novo arruamento na entrada norte da freguesia das Furnas, no concelho da Povoação.

O novo arruamento será uma construção nova na sua totalidade e inclui uma área destinada a estacionamento e ainda um espaço verde adjacente.

A construção da nova entrada, a norte, da freguesia implicou a demolição de moradias existentes no percurso da via.

A empreitada, adjudicada à empresa Simosil, Lda., inclui igualmente o sistema de iluminação pública do arruamento que servirá de passagem a moradores e visitantes.

O novo arruamento somou um investimento na ordem dos 150 mil euros. Dentro de três meses o novo acesso estará já transitável para a população.


GaCS/VS

Comité das Regiões: Açores escolhem agricultura, pescas e turismo



O presidente do Governo Regional representa, de novo, os Açores, no Comité das Regiões, agora para o mandato para 2010-2015 que ontem foi formalizado em Bruxelas.
Neste novo mandato os Açores terão assento na Comissão de Recursos Naturais (NAT) e na Comissão de Cidadania, Governação e Assuntos Institucionais e Externos (CIVEX).
Carlos César salientou como "de particular relevância o facto de a Região participar na Comissão NAT, não só por se tratar de uma comissão criada para este mandato, mas particularmente porque a sua área de responsabilidade incide sobre temáticas de grande importância para os Açores e onde temos sido particularmente activos ao nível da UE, como sejam a PAC e o desenvolvimento rural, a política de pescas e a política marítima, ou o turismo.”
A Comissão de Cidadania, Governação e Assuntos Institucionais e Externos (CIVEX) corresponde a uma reformulação da anterior Comissão CONST, onde a Região já tinha assumido participação no mandato anterior, ocupando-se de matérias como a política de imigração, de asilo e de vistos, a descentralização e a aplicação do Tratado da UE, assim como os mecanismos de cooperação descentralizada para o desenvolvimento.
O presidente do Governo dos Açores assegurará ainda a representação de Portugal como vice-presidente na Mesa do Comité das Regiões na segunda metade do mandato, voltando a ocupar, nessa altura, este cargo que ocupou de 2008 a 2010 em nome da delegação portuguesa.



GaCS/CT

Governo pavimenta estacionamentos de utilização colectiva junto à estrada regional do Faial



A Secretaria Regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos (SRCTE) autorizou o lançamento da empreitada de pavimentação de áreas destinadas a estacionamento de utilização colectiva na ilha do Faial.

A delegação de ilha do Faial da SRCTE irá, neste sentido, proceder à pavimentação de zonas de estacionamento adjacentes à rede viária regional, em diferentes zonas da ilha, num investimento de 130 mil euros.

Na totalidade, a empreitada por ajuste directo, a iniciar em Março e com execução prevista durante dois meses, vai implicar a pavimentação de uma área superior a cinco quilómetros de parqueamento automóvel, junto à estrada regional.

Desta forma, dá-se continuidade às acções de conservação, manutenção e embelezamento das estradas regionais, “tendo em vista a melhoria das condições de segurança, assim como fazer sobressair as belas paisagens das vias açorianas”, referiu José Contente.

Paralelamente, os funcionários da SRCTE na ilha do Faial estão a executar as habituais podas nas árvores de grande porte plantadas ao longo da estrada regional, especialmente junto a zonas residenciais.

Estão igualmente a ser executadas a limpeza das bermas e taludes, como questão de segurança rodoviária nesta época do ano, cumprindo igualmente a manutenção necessária para garantir o embelezamento dos troços regionais, a fim de promover o bem-estar dos residentes e uma oferta de qualidade para os visitantes.


GaCS/VS

Açores criaram na última década mais de 24 mil novos postos de trabalho



O vice-presidente do Governo assegurou hoje, na Horta, que a estratégia de desenvolvimento levada a cabo no arquipélago permitiu, na última década, criar mais de 24.000 novos empregos nos Açores.

Para Sérgio Ávila, o Executivo açoriano tem, por isso, razões para assumir com orgulho, como seu património, “a transformação estrutural” que empreendeu na economia regional e que “permitiu potenciar a sua dinâmica de criação de emprego”.
Ao intervir no Parlamento durante uma interpelação ao Governo sobre a situação económica e social da Região, apresentada pelo PSD, o vice-presidente lembrou ainda que, maugrado o mal dos outros não nos deva preocupar, a verdade é que a taxa de desemprego nos Açores (6,2%) é a mais baixa do País e muito inferior à média nacional (10,4%).
“Nós temos dificuldades”, admitiu Sérgio Ávila, mas elas não são “em nada comparáveis” com o que sucede, por exemplo, nos arquipélagos das Canárias, onde o desemprego já ultrapassa os 20%, e da Madeira, que tem já quase cerca de 8% da população activa desempregada.
Conforme revelou na ocasião, as linhas que o Governo dos Açores criou de apoio ao reforço do fundo de maneio e ao pagamento de dívidas entre empresas e a Administração Fiscal e a Segurança Social já deram fruto.
Até à data, quantificou Sérgio Ávila, esses apoios já “beneficiaram 755 empresas açorianas e permitiram disponibilizar 36,3 milhões de euros de financiamentos adicionais à estrutura produtiva regional, assegurando a manutenção de 9.076 postos de trabalho”.
Por sua vez, a linha de apoio para a reestruturação dos endividamentos bancários das empresas e a redução dos seus encargos financeiros assegurou “refinanciamentos num montante superior a 176 milhões de euros, repartidos por 344 empresas, em mais de 520 operações de consolidação financeira, o que contribuiu para a salvaguarda de 6.975 postos de trabalho”, especificou o governante.
O vice-presidente lembrou ainda que, ao adquirir 274 novas habitações, num investimento superior a 26 milhões de euros, o Governo “contribuiu decisivamente para a estabilização deste mercado, assegurando uma injecção de liquidez adicional às empresas do sector da construção civil e devolvendo o equilíbrio entre a oferta e a procura de habitações”.
Sérgio Ávila considerou ainda que é no mínimo “desonesto e inconsequente” exigir, como o fez alguma oposição, que o Governo dos Açores “tivesse de anular totalmente os efeitos desta conjuntura internacional”, coisa que “nenhum governo no mundo conseguiu”.
Seguindo este raciocínio do maior partido da oposição, “então todos os governos desses países, da Ásia à América e à União Europeia, incluindo o dos Açores, não prestam para nada e são totalmente incapazes”, argumentou o governante.
O vice-presidente disse ainda que “pena é que o PSD/A não tenha dado essa solução” à Madeira, onde o desemprego “é muito superior, o investimento público decresce, a economia cresceu nos últimos quatro anos a uma taxa muito inferior aos Açores e onde a dívida pública já é quase cinco vezes superior à nossa”.


GaCS/FG

DO.It disponibiliza serviços online nas áreas do Ambiente e do Mar



O DO.IT (http://servicos.sram.azores.gov.pt/) é uma aplicação informática direccionada para a disponibilização de serviços online nas áreas de competência da Secretaria Regional do Ambiente e do Mar, cujo principal objectivo é o de facilitar e agilizar o relacionamento dos cidadãos e de todas as entidades, públicas e privadas, com a administração pública regional em domínios tão diversos como os da conservação da natureza, do ordenamento do território, dos recursos hídricos, da energia e das pescas.

Adicionalmente, o sistema visa contribuir para a simplificação dos processos internos, ao funcionar como uma plataforma interactiva para a circulação e a uniformização de procedimentos dentro da administração pública regional, permitindo aos próprios requerentes o acompanhamento do estado dos seus pedidos através de uma área de trabalho privada, acessível via Web.

De entre os diferentes serviços oferecidos, destacam-se, nesta fase, o registo de pessoas, entidades e infra-estruturas, os pedidos de licenciamento e de certificação, a apresentação de denúncias ambientais, a participação em actos públicos, o acesso a programas de incentivos e a inscrição em eventos.

Com o lançamento desta nova plataforma, disponível através do portal da Rede Integrada de Apoio ao Cidadão (RIAC), o Governo Regional passa igualmente a disponibilizar aos cidadãos o serviço NA MINHA ILHA (
http://servicos.sram.azores.gov.pt/naminhailha) para a submissão de qualquer tipo de informação relativa a questões ambientais identificadas em qualquer ponto do arquipélago, bastando para isso seleccionar o local em causa a partir de uma base geográfica e preencher o respectivo formulário que é automaticamente encaminhado para os serviços centrais da secretaria regional do Ambiente e do Mar.

Para além das ferramentas que agora são disponibilizadas ao público, a Secretaria Regional do Ambiente e do Mar está a ultimar a criação do Sistema Regional de Informação Territorial para a publicação via Web de todos os instrumentos de gestão territorial dos Açores.


GaCS/SF/SRAM

Intervenção do vice-presidente do Governo Regional na ALRAA



Texto integral da intervenção do vice-presidente do Governo Regional, Sérgio Ávila, proferida hoje no plenário da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, relativa à interpelação apresentada pelo PSD subordinada ao tema “A situação económica e social da Região”:

"O ano de 2009, foi marcado em todo o mundo por uma conjuntura económica que reflectiu a significativa redução de liquidez do sistema bancário mundial no último trimestre de 2008.

A desvalorização vertiginosa dos activos bancários, reduziu a liquidez das instituições financeiras e, por essa via, a sua capacidade de potenciar a circulação monetária e de relançar a economia real.

A redução do efeito multiplicador da moeda em circulação, fez baixar os níveis de consumo e de investimento privado de todas as estruturas produtivas com economias de mercado, o que afectou significativamente os níveis de produção de todos os países.

A solução de recurso, adoptada por todos os Governos, foi a de aumentar a despesa pública, o que, associado à redução da receita fiscal decorrente do arrefecimento das economias, tem originado um aumento dos défices das contas públicas e do endividamento da generalidade dos países.

Desde há cerca de ano e meio, a evolução do nível da produção, do rendimento e do emprego de todas as economias relevantes tem decorrido em baixa, com uma tendência objectiva em todos os seus indicadores estatísticos. Há meses e meses consecutivos que os órgãos de comunicação social dão conta, quase todos os dias, por esse mundo fora, de uma degradação constante, de falências em cadeia de empresas e da extinção abrupta de empregos, de economias destroçadas e de famílias sem apoios ou qualquer esperança.

Neste contexto, o Governo dos Açores tem-se empenhado fortemente na implementação de medidas que permitam atenuar os efeitos desta conjuntura económica e financeira internacional adversa que, tendo origens e causas claramente externas à nossa Região, nela se reflectem como em todas as economias abertas à escala mundial. E na sequência dessa intervenção, temos conseguido, apesar das dificuldades, que a perda de empresas e de empregos atinja valores e consequências que são muito inferiores às verificadas na generalidade dos países ocidentais.

Exigir ao Governo dos Açores que tivesse a capacidade de anular totalmente os efeitos desta conjuntura internacional, que nenhum governo no mundo conseguiu, conforme alguma oposição de forma atrapalhada exigiu, é, no mínimo, desonesto ou inconsequente.

Para o ainda maior partido da oposição regional, então, todos os governos desses países da Ásia à América e à União Europeia, incluindo o dos Açores, não prestam para nada e são totalmente incapazes.

Só se salva o PSD/Açores que se estivesse no Governo conseguiria com certeza encontrar a solução que nenhum Governo no mundo inteiro teve a visão e a capacidade de concretizar. Pena é que não tenham dado essa solução, à Madeira - a “menina dos olhos” dos PSD/Açores – onde o desemprego é muito superior, o investimento público decresce, onde a economia cresceu, nos últimos 4 anos a uma taxa muito inferior aos Açores, e onde a dívida pública já é 5 vezes superior à nossa.

Ao PSD custa muito reconhecer que temos resistido melhor que a generalidade das economias europeias e que temos tomado as medidas necessárias e oportunas com eficácia, inovação e ambição.

Este PSD, desespera porque o Governo dos Açores mantém-se permanentemente atento, empenhado e esforçado em continuar para que seja possível ultrapassar as dificuldades que ainda persistem de forma a garantir que nos Açores a conjuntura internacional adversa tenha uma menor duração e um menor impacto que no País e na Europa.

Continuaremos a trabalhar, tomando todas – repito todas – as medidas necessárias para continuar a dinamizar a economia, estimular o consumo privado, promover o aumento de rendimento, para que possamos rapidamente retomar os níveis de confiança e de crescimento que têm caracterizado o desenvolvimento regional na última década.

É para isso que cá estamos, é por isso que merecemos a confiança das nossas famílias e dos nossos empresários.

Para assegurar às empresas açorianas os recursos necessários para incrementarem a sua actividade, atenuando as consequências da falta de liquidez das instituições privadas, criámos linhas de apoio ao reforço do fundo de maneio e ao pagamento de dívidas entre empresas e a Administração Fiscal e Segurança Social, promovendo a disponibilização de recursos financeiros adicionais às empresas, facilitando o seu uso do financiamento bancário e reduzindo os encargos dessa disponibilização.

Estes apoios beneficiaram já 755 empresas açorianas e permitiram disponibilizar 36,3 milhões de euros de financiamentos adicionais à estrutura produtiva regional assegurando a manutenção de 9.076 postos de trabalho.

O Governo dos Açores criou, ainda, uma linha de apoio para a reestruturação dos endividamentos bancário das empresas e a redução dos seus encargos financeiros, que asseguram refinanciamentos num montante superior a 176 milhões de euros, repartidos por 344 empresas em mais de 520 operações de consolidação financeira o que permitiu contribuir para a salvaguarda de 6975 postos de trabalho.

Com estas medidas, procuramos estimular a retoma da normalidade do financiamento bancário para o funcionamento corrente das empresas açorianas, avalizando e reduzindo o risco e consequentemente o custo das operações financeiras.

Ainda como forma de apoiar as empresas a ultrapassar esta conjuntura económica e reforçar a sua liquidez, o Governo dos Açores, no âmbito da legislação em vigor, autorizou a regularização das dívidas á Segurança Social, através do pagamento faseado no prazo de 36 e 60 prestações mensais, consoante o montante da dívida e reduziu para 3 anos o prazo da eficácia das garantias bancárias das empresas que efectuaram obras para a administração regional, reduzindo, assim, os seus custos financeiros decorrentes da realização de obras públicas.

Também no apoio às empresas, designadamente e no âmbito dos sistemas de incentivos, o Governo dos Açores passou a antecipar o pagamento dos apoios em função das despesas elegíveis apresentadas e a assegurar o adiantamento da componente não reembolsável do incentivo, até 30% do valor aprovado. Com estas medidas as empresas deixaram de pagar primeiros os investimentos realizados para depois receberem os respectivos subsídios, o que passou a constituir uma importante facilidade para prosseguirem mais rapidamente os seus investimentos.

Por outro lado, o Governo dos Açores, tendo a percepção que a redução da capacidade financeira dos bancos iria também condicionar o acesso ao crédito à habitação e por essa via reduzir a procura de novas habitações com o consequente arrefecimento do mercado da construção civil, procedeu à aquisição de 274 novas habitações num investimento superior a 26 milhões de euros que contribuiu decisivamente para a estabilização deste mercado, assegurando-se uma injecção de liquidez adicional às empresas do sector da construção civil, devolvendo-se o equilíbrio entre a oferta e a procura de habitações.
Para a concretização deste objectivo, o Governo dos Açores criou também um Programa de Apoio à construção de crédito bancário à aquisição de casa própria, que garante até, 20% do valor de aquisição de casa, bonificando simultaneamente os juros suportados pelas família.
Com o objectivo de continuar a assegurar a consolidação da capacidade da exportação da economia açoriana, elemento estruturante da nossa estratégia de desenvolvimento sustentado, criamos medidas de apoios específicos ao sector da Agricultura e pescas, nomeadamente o Programa Complementar de Apoio aos projectos de investimento promovido pelos empresários agricolas açorianos no âmbito do PRORURAL, que assegura a disponibilização imediata dos financiamento comunitários de apoio ao investimento, e implementamos o Sistema de Apoio Financeiro à Agricultura nos Açores, que beneficia já 902 agricultores através da disponibilização de um fundo de maneio adicional e da comparticipação até 30% dos encargos financeiros bancários suportados pelas nossas empresas agrícolas.
Ainda no âmbito do reforço da nossa capacidade de exportação, criámos um regime de compensação ao escoamento dos produtos da pesca das ilhas de Coesão, que reforçou o apoio e a competitividade dos produtores regionais, tendo beneficiado no último ano 126 operadores açorianos.
Com o objectivo de consolidar a estrutura produtiva regional e o seu potencial estratégico, adquirimos também a maioria do capital social da industria conserveira Santa Catarina e da Sinaga, SA, o que reforça a nossa aposta no sector primário como núcleo essencial da criação de riqueza nos Açores.
Todas estas medidas corresponderam à concretização de acções centradas no tratamento imediato dos aspectos mais essenciais ou sistémicas das consequências da conjuntura internacional na nossa Região.
Continuamos determinados em continuar a superar os bloqueios existentes, para que os Açores retomem o seu caminho que tem gerado nos últimos oito anos um ritmo de crescimento económico sempre superior ao País, e nos últimos quatro anos superior à Madeira, e que tem assegurado que sejamos Região do País com mais desenvolvimento económico, tendo registado também nos últimos 12 anos um crescimento superior em 7 pontos percentuais à média da União Europeia a 27 países.
Os Açores cresciam mais, quando todos cresciam. Agora, temos conseguido continuar a crescer quando quase todos desceram.
Os últimos dados conhecidos, referentes a 2008 publicados pelo INE evidenciam que continuamos no caminho certo tendo-se confirmado que a economia açoriana, registou no último ano um crescimento real de 2,3%, muito superior á média nacional que verificou no ultimo ano uma estagnação (0% crescimento real).
A economia açoriana, em 2008, consegue também crescer mais do que a média da União Europeia.
De facto em 2008, de acordo com o INE, o crescimento e económico dos Açores foi três vezes superior à média da União Europeia, que registou uma variação de apenas 0,8%.
Estes dados recentemente revelados, reforçam a confiança do nosso trabalho para a retoma dos indicadores de produção e rendimento anteriores a esta conjuntura internacional.
Uma retoma que apresenta já bons indícios, de acordo com a avaliação a que temos procedido, a partir de um indicador sintético para a evolução conjuntural com base em indicadores simples disponíveis no Serviço Regional de Estatística.
Após um período de quebras persistentes da actividade económica regional, constatamos com muita confiança e satisfação, alguma inversão dessa situação a partir do terceiro trimestre do ano passado, registando-se uma melhoria acentuada da maioria dos indicadores de actividade económica como por exemplo consumo da energia eléctrica para o comércio, serviços e industria, o leite entregue nas fábricas, o gado bovino abatido, o leite para consumo e o queijo, produzido nas fábricas.
Os dados estatísticos já conhecidos, referentes ao quarto trimestre de 2009 acentuam a consistência desta inversão de tendência, destacando-se a redução acentuada do decréscimo da venda de cimento, de veículos ligeiros e passageiros e comerciais, bem como do desembarque de passageiros por via aérea.
Confiamos que estes dados representam a recuperação desejada e para a qual estamos, de forma empenhada a trabalhar, e evidencia que estamos no caminho certo, e que, é nesse caminho que devemos continuar em frente.
Conforme oportuna e corajosamente assumiu o Presidente do Governo dos Açores, em 2009, perdemos empresas e empregos, na sequencia dos efeitos adversos da conjuntura internacional.
Com base nesse diagonóstico, definimos a promoção do emprego como a prioridade estratégica da nossa acção governativa.
Conscientes que a estratégia de desenvolvimento dos Açores, que concretizamos, permitiu na ultima década criar mais de 24.000 novos empregos na nossa Região, assumimos com orgulho, como nosso património, a transformação estrutural que empreendemos na economia açoriana e que permitiu potenciar a sua dinâmica de criação de emprego.
Sendo a crise económica uma crise à escala mundial, não são de estranhar, evidentemente, que também tenha as suas incidências na evolução de emprego nos Açores. Por isso mesmo estas não podem ser consideradas, com seriedade, isoladamente.
A incidência e intensidade desse impacto deve ser avaliado no confronto com o que está a acontecer em outros espaços e regiões, para assim sabermos se estamos a reagir melhor nos Açores e se as medidas já adoptadas tem dado comparativamente mais resultados, ou se, pelo contrario devemos alterar o nosso rumo.
Em termos quantitativos, os Açores registam uma taxa de desemprego que sendo a mais baixa do País (6,2%), é ainda inferior à média nacional (10,4%) e ao valor verificado no conjunto dos 27 países da União Europeia, que atinge já os 9,6%.
Alguns dirão que com o mal dos outros não se preocupam, mas convém perguntar a qualquer cidadão dos 23 países da União Europeia com taxas de desemprego mais elevada que os Açores, se não preferiam ter o nível de emprego que actualmente se regista na nossa Região.
Mas se essa correlação os incomodar, podem também comparar os Açores com o arquipélago das Canárias, onde o desemprego já ultrapassa os 20%, ou a Madeira onde o desemprego atinge já cerca de 8% da população activa.
Nós temos dificuldades, todos o sabemos, mas em nada felizmente comparáveis com esses casos.
Apesar de ainda ontem, haver alguns deputados saudosos de outros tempos, e que preferem recuar ao ano de 1993, em que existia é certo menos 200 açorianos desempregados, mas esqueceram-se que nesse tempo havia também, menos 24.000 açorianos com emprego.
Se a problemática do desemprego, deve ser de forma realista, enquadrada na sua efectiva dimensão real e comparativa, não mediremos a nossa eficácia e ambição pela mediocridade dos resultados obtidos pelos Governos do PSD, que nunca irão constituir para nós uma referencia ou uma justificação para não fazer mais e melhor.
Enquanto houver um açoriano desempregado, haverá um problema para resolver e iremos com ambição e criatividade tudo fazer para encontrar uma solução para esse problema.
E qualquer solução para ser credível, tem que compreender previamente as causas do desemprego nos Açores e ajustar as medidas a essa realidade.
Ao analisar a estrutura etária e a qualificação dos açorianos inscritos nos centros de emprego, verifica-se que 83,5% tem habilitações inferiores à actual escolariedade mínima obrigatória e 66% dos desempregados abandonaram o sistema de ensino à mais de 14 anos.
Importa pois perguntar, onde estivam aqueles, que hoje, exigem uma solução para este problema, quando permitiram, que esses mesmos açorianos, fossem enviados para o mercado de trabalho, sem o nível mínimo de qualificação e formação que lhes assegura-se um nível de empregabilidade compatível com as exigências de competividade actual.
Os actuais desempregados tem um denominador comum: falta de qualificação, e tem essencialmente uma origem: o sector da construção civil.
Por isso estamos a criar um programa de valorização profissional especifico para o sector da construção civil, que vai financiar acções de qualificação dos trabalhadores até quatro meses por ano, nos períodos de baixa actividade, dotando-os de novas qualificações que permitirão o reforço das suas competências e reduzindo ao mesmo tempo, os encargos das empresas do sector nesse período, alargando assim a área de intervenção dos Programas de Valorização profissional e Qualificação empresarial já em vigor que se destinavam preferencialmente aos sectores do turismo e do comercio tradicional.
Conforme, já anunciado pelo Presidente do Governo dos Açores, criamos também um programa de reconhecimento de competências dos profissionais da construção civil, que, através de um programa de formação e certificação de activos, vai dotar os trabalhadores de uma certificação de aptidão profissional e de uma carteira profissional reconhecida, que será no futuro, uma exigência para integrarem os quadros das empresas que pretendem uma certificação de qualidade e, implementamos um programa de qualificação de desempregados, também na construção civil, que, através de acções de formação com dupla certificação -profissional e académica – irá dotar os actuais desempregados do sector de uma habilitação académica igual os superior ao nono ano de escolariedade.
Com estas medidas pretendemos transformar dificuldades conjunturais e transitórias em oportunidades de qualificação e em novas oportunidades de competividade e empregabilidade.
Também com este objectivo implementamos os Programas de Consultadoria Estratégica empresarial, que abrangem 22 empresas e 423 trabalhadores e criamos a Bolsa Regional de Consultores Empresariais já com 96 consultores certificados, reforçando assim a competividade das empresas açorianas e as suas potencialidades para vencer novos desafios e apoiamos 15 empresas na manutenção de 210 postos de trabalho através do Programa de Manutenção de Postos de Trabalho.
O Governo dos Açores está determinado a continuar a tomar todas as medidas que possam contribuir para assegurar a normalidade do funcionamento da estrutura produtiva regional, sempre que verificar, que, os bancos e instituições financeiras não demonstrem a capacidade necessária para contribuir para a dinamização da actividade económica na nossa região.
Assim iremos alargar, até 31 de Março, o prazo de candidaturas no ambito da Linha Açores Empresas, destinada a financiar as empresas no pagamento de dividas a terceiros, incluindo com já se verifica, as dividas à segurança social e fiscais.
Não teremos, também, qualquer hesitação em assumir riscos de investimentos e dinamizarmos a captação de recursos financeiros externos à região, que, promovam a concretização de investimentos privados estruturantes e estratégicos para o desenvolvimento regional, sempre que, verificarmos que a banca e as instituições financeiras se acomodarem e não cumprirem o seu papel na dinâmica de desenvolvimento regional.
Conseguimos que a crise chegasse mais tarde aos Açores, estamos a conseguir que ela tenha efeitos menos gravosos entre nós e vamos, estamos certos, conseguir que ela termine mais cedo.
É esse o desafio que ainda temos pela frente.
É esse o desafio que queremos superar.
É esse o desafio que estamos a ultrapassar.
É esse o desafio que vamos vencer.”


GaCS/VP