
O Director Regional da Cultura esclareceu, esta manhã, em Ponta Delgada, na Comissão dos Assuntos Sociais da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, os objectivos do Governo, relativamente, à salvaguarda e protecção do Património Imaterial da Região Autónoma dos Açores.
No final da audição, e em declarações à Comunicação Social, Jorge Bruno referiu ter explicado a intenção governativa em relação aos mecanismos de protecção do património imaterial açoriano e que constam de uma proposta de decreto legislativo regional que está em análise na Assembleia Legislativa.
Para o director regional, o diploma, uma vez aprovado, vai permitir que se faça um registo de expressões imateriais que ocorrem na Região, registo, esse, que há-de começar com uma fase anterior de inventariação do assunto, uma vez que, qualquer pessoa, grupo, comunidade ou instituição poderá, então, sugerir ou dar inicio a um processo de inventariação, que será submetido a determinados critérios e que, a ser validado, dará origem a um registo que significará a aceitação dessa expressão como Património Imaterial dos Açores.
A esse respeito, o Director Regional da Cultura esclareceu que, ao contrário dos bens móveis ou imóveis, o patrimonial imaterial não se classifica, mas, sim, inventaria-se, porque tem uma dinâmica própria que não se pode cristalizar.
Na audição na comissão parlamentar, Jorge Bruno teve, ainda, a oportunidade de prestar esclarecimentos sobre outras matérias no âmbito da actividade da Direcção Regional da Cultura, nomeadamente, a construção de um museu na ilha do Corvo, tendo afirmado que esse não era um compromisso governativo para a presente legislatura, e a criação de um museu dedicado à Aeronáutica, na ilha de Santa Maria. Sobre este assunto foi referido que não está nas intenções do Governo a construção de um museu da Aeronáutica, mas sim, tratar o tema no contexto de um programa museológico que está a decorrer, tendo em vista a criação de um pólo, em Vila do Porto, do Museu de Santa Maria e que versará aquela temática.
Foi, por fim, abordada a questão relacionada com a pintura das cantarias do Convento de São Boaventura, em Santa Cruz das Flores, tendo o director regional prestado esclarecimentos sobre a opção tomada, salientando que o Governo agiu no interesse da preservação daquele património, uma vez que se entendeu que era a solução técnica mais adequada para suster a degradação das cantarias que já se vinha verificando nos últimos anos.
GaCS/JMB
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