O Presidente do Governo dos Açores manifestou esta tarde a sua satisfação pela pujança do setor agrícola na região – que é o melhor do país na produção leiteira, como sublinhou –, mas recordou que o fim do regime de quotas leiteiras na União Europeia vai obrigar os agricultores a um maior esforço no sentido de melhorarem a sua competitividade.
“Somos os melhores do país na produção leiteira, mas temos de trabalhar para conseguir enfrentar, com sucesso, a tendência de liberalização dos mercados”, alertou Carlos César.
Recordando que se avançou muito, nos últimos anos, “na produção da carne, com a venda a fazer-se, agora, maioritariamente, em carcaça e em produtos de consumo”, o governante disse que a abertura da União Europeia ao MERCOSUL obriga a que os agricultores açorianos sejam “mais organizados, mais eficientes, selecionando, preenchendo e fidelizando os nossos mercados.”
Carlos César revelou que neste quadro comunitário de apoio já há compromissos de investimentos quatro vezes maiores do que no anterior – enquanto a área agrícola cultivada tem aumentado vinte e cinco por cento ao ano –, dados estatísticos que, na sua opinião, revelam uma tendência importante para “o rendimento e para o desenvolvimento rural, para a diversificação de alternativas, para o crescimento da nossa capacidade produtiva e para a redução das nossas importações.”
Para o Presidente do Governo dos Açores, “a criação de um espaço económico forte, competitivo, muito assente, também, na nossa produção no setor primário, faz-se através da sua modernização e da qualidade e do arrojo dos investidores que participam nesse setor.”
De uma coisa tem o Presidente do Governo a certeza: há, nos Açores, uma governação regional que tem permitido transmitir ao setor agrícola estabilidade no seu financiamento, e há, também, recursos humanos crescentemente qualificados que dão boa nota e acréscimo de competitividade à agricultura açoriana.”
Como fez questão de sublinhar, “os agricultores açorianos são hoje, no contexto regional e do país, dos mais qualificados empresários e investidores que nós temos”, o que têm demonstrado até em circunstâncias adversas.
Carlos César falava no decorrer da cerimónia, a que presidiu, do lançamento da primeira pedra do Parque de Exposições Agrícolas de S. Miguel, nos terrenos da Feira de Santana, na Ribeira Grande.
A infraestrutura, que deverá concluída dentro de quinze meses, está orçada em mais de 8,5 milhões de euros, e “integra a nova geração de equipamentos que potenciam a modernização do setor agrícola”, como frisou o Presidente do Governo.
GaCS
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