
Sete anos depois, o Benfica voltou a jogar nos Açores diante do Santa Clara. Os encarnados venceram o Troféu Pedro Pauleta, no desempate das grandes penalidades (3-5), depois de um 1-1 no tempo regulamentar.
O Benfica tem habituado os adeptos a espectáculos de ópera, mas ontem tocou mais bombo do que violino. Ganhou o sexto troféu particular da temporada e fez o pleno nas competições não oficiais, mas assinou uma exibição aquém das expectativas. Depois de um empate a um golo no tempo regulamentar, os encarnados só levaram a melhor no desempate por grandes penalidades, quando Moreira se destacou ao defender o pontapé de Danilo Silva. Depois, o júnior Jean vestiu a pele de herói e marcou o penálti decisivo.
Num particular, disputado em ritmo lento, Jorge Jesus fez alinhar a segunda linha e isso teve reflexos na qualidade de jogo, até porque o relvado irregular também condicionou o desafio. O central Roderik Miranda e o trinco Danilo, da equipa júnior, surgiram no onze e são uma boa amostra de como o Benfica jogou desfalcado. Por isso, o Santa Clara dominou as operações no segundo tempo e até podia ter garantido a vitória.
Na retina, ficou o instinto goleador de Keirrison. O jovem encarnado nem sempre tem justificado os 14 milhões de euros investidos pelo Barcelona, o detentor do passe, mas marcou um golo de belo efeito: um remate à meia volta, aos 35 minutos, que fez mudar o rumo do encontro. Até aí, o Santa Clara, segundo classificado da Liga de Honra, tinha registado três oportunidades flagrantes por intermédio de Rincon, mas o brasileiro desperdiçou-as, já depois de Nuno Gomes, ontem um número dez improvisado, ter mandado uma bola ao ferro.
No início do segundo tempo, os açorianos souberam aproveitar o desacerto defensivo dos encarnados. Numa bola em profundidade, parante a passividade dos centrais, Leandro Tatu isolou-se e assinou o empate. Nessa altura, já Jorge Jesus tinha colocado em campo Jorge Ribeiro e Balboa, dois jogadores que nunca foram utilizados em jogos oficiais. O jogo só se decidiu na lotaria dos penáltis. Aí, a águia foi mais feliz do que o açor.
Fonte: JN







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