terça-feira, 17 de novembro de 2009

Governo vai promover o aparecimento de micro-empresas privadas de prestação de serviços, comércio e produção de bens



A secretária regional do Trabalho e Solidariedade Social afirmou hoje, em Ponta Delgada, que o microcrédito é um financiamento solidário que se assume como instrumento fundamental na prevenção da pobreza e da exclusão social.

Na abertura do Seminário “Microcrédito – Um Desafio, uma Oportunidade”, à qual presidiu, na Universidade dos Açores, Ana Paula Marques considerou que a prestação daquele serviço financeiro tem especial importância uma vez que permite o acesso ao crédito dos cidadãos em situação de risco de pobreza, dignificando os seus utilizadores como pessoas com a mesma igualdade de oportunidades.

No entanto, advertiu que durante o processo de candidatura, incubação e implementação da ideia se exija as mesmas condições de cumprimento e se obedeça aos princípios da autonomização e da boa gestão, como garantes da sustentabilidade futura dos projectos.

A governante açoriana acredita que os pequenos montantes de capital disponibilizados pelas instituições bancárias, no montante máximo de 15 mil euros, com o apoio do Governo Regional, poderão ser determinantes para ajudar as pessoas a sair de situações de risco de pobreza e ou de exclusão social.

Todavia, na opinião da titular do Trabalho e Solidariedade Social, o microcrédito não poderá nunca ser encarado como a solução para todas as pessoas que se encontram numa situação precária mas, certamente, poderá ajudar muitas delas.

Anunciou, por isso, que o executivo açoriano irá apresentar em breve um programa dirigido a zonas residenciais com elevada concentração de situações de risco, que conjugue a organização social dos residentes, a criação de estruturas socioeconómicas e a gestão de respostas socioeducativas, de saúde e de formação para a cidadania e empregabilidade.

Nesse sentido, revelou que o Governo Regional irá promover o aparecimento de micro-empresas privadas de prestação de serviços, comércio e produção de bens, empreendidas também pelos próprios residentes que, recorrendo ao microcrédito, ajudam a activar de forma directa e indirecta outros negócios e a dar vida às comunidades.


GaCS/CM

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