
As escolas açorianas estão dotadas com o número de professores que necessitam para garantir que o novo ano lectivo decorra com a normalidade que se impõe.
A garantia foi dada pela Directora Regional da Educação e Formação, em conferência de imprensa, esta segunda-feira.
Graça Teixeira assegurou que no passado mês de Julho, as escolas, tendo em conta o número de alunos que têm inscritos, fizeram o pedido de professores. Esses pedidos, disse a Directora Regional, “são articulados connosco no sentido de verificarmos quantos professores são necessários para cada escola, sabendo que não há nenhum aluno, nenhuma turma sem professor”.
Graça Teixeira lembrou ainda que alguns deles, como os Português e História ou de Matemática e Ciências, “são professores que têm habilitação para as duas disciplinas e por vezes alguns até mais do que estas duas disciplinas, porque há professores com formação de base e depois também com outra formação, como cursos de formação posterior na área da educação física ou da educação especial e são esses recursos que nas escolas e com apoio dos órgãos executivos são articulados e distribuídos para o que nos é pedido”.
Para além disso, quando se fala nos professores que por vezes estão a dar disciplinas que não deram no ano anterior, é necessário esclarecer que não o fizeram “porque o órgão executivo assim o entendeu e é da competência do órgão executivo a distribuição de serviço” sendo que “não o faz de forma a que seja ilegal” uma vez que “está definido e previsto quais são as valências que esse professor pode e deve leccionar. O meio físico e social pode ser dado por um professor de História, de Geografia ou Ciências”, exemplificou.
A Directora Regional garantiu assim que as escolas tiveram todos os professores que “deveriam ter em função do número de alunos”, não podendo no entanto”ter o dobro de professores para o número de turmas” que têm, uma vez que “o número de professores que é afecto a cada escola é em função do número de turmas e de disciplinas”.
Graça Teixeira salientou que é preciso ter em conta que “do ano passado para este ano, temos cerca de 2500 alunos a menos. São Miguel é a ilha mais populosa e também é onde se verifica o maior decréscimo de alunos, mas mesmo assim na Terceira temos menos 510 alunos. Estes 2500 alunos a menos neste ano lectivo significa um decréscimo de cerca de 100 turmas, se fizermos uma média de 25 alunos por turma”.
Uma das preocupações da tutela da educação, lembrou a Directora Regional, é sempre “dotar as escolas com recursos que os órgãos executivos necessitam, sabendo de toda esta necessidade de racionalização, tendo em conta os objectivos pedagógicos que pretendemos alcançar”.
Graça Teixeira referiu ainda o facto de nos concursos de colocação de docentes na região, existirem professores que por opção própria apenas concorrem a uma ilha dos Açores, o que leva a parecer que “há professores que preferem ser desempregados na sua ilha do que procurar emprego noutra ilha dos Açores”.
GaCS
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