
Os hospitais da Região conseguiram, no ano de 2010, uma redução de 3,9 milhões de euros em despesas com pessoal e conseguiram uma diminuição do défice anual em 11 milhões de euros.
Estes dados foram revelados pelo Secretário Regional da Saúde na cerimónia de vinculação à profissão dos novos enfermeiros, realizada hoje em Angra do Heroísmo.
Segundo Miguel Correia, mesmo não tendo atingido as metas inicialmente propostas, os hospitais conseguiram alterar a curva de custos nas aquisições, que crescia a ritmos de 11% e 12 % ao ano e em 2010 aumentou apenas 1%. Foi de igual modo possível demonstrar que se podem reduzir gastos sem por em causa a qualidade dos cuidados de saúde.
Miguel Correia frisou, também, que as medidas de restrição não significam menores hipóteses de emprego. No ano de 2010 foram contratados 72 novos enfermeiros, 59 nos hospitais e 13 nos centros de saúde e a entrada desses novos profissionais permitiu uma redução dos custos com pessoal nas unidades de saúde, através da diminuição do trabalho extraordinário.
Entre as razões apontadas para não se terem atingido as metas previstas esteve a necessidade de concertar uma lista de medicamentos e material clínico que respondesse às recomendações dos três hospitais. As aquisições centralizadas podem agora alargar-se e, desse modo, permitir poupanças significativas que se irão reflectir no corrente ano e em 2012.
Estão já preparadas novas medidas no âmbito do programa de redução de custos. Nos próximos dias serão conhecidos diplomas que visam aproveitar as capacidades dos laboratórios e meios complementares de diagnóstico dos hospitais e centros de saúde, só recorrendo aos serviços privados depois de esgotadas as capacidades do serviço público.
Vão, de igual modo, ser tomadas medidas destinadas a reduzir o trabalho extraordinário entre 10% a15 % relativamente ao mesmo mês do ano anterior e limitar os valores para a contratação de médicos através da modalidade de prestação de serviços, por parte dos hospitais e centros de saúde, em 30 euros, por hora, para médicos especialistas e 25 euros para médicos não especialistas. Estas medidas permitirão uma poupança anual, estimada, de 1 a 1,5 milhões de euros.
Para o Secretário da Saúde este esforço de redução de despesas continua a ter os mesmos objectivos: “garantir a viabilidade do serviço regional de saúde e permitir que o sector continue a ser um espaço de oportunidades de trabalho”.
Miguel Correia sublinhou, ainda, que vê com satisfação, enquanto governante, o sucesso da implementação do “Estagiar L”, um instrumento especialmente desenvolvido nos Açores, que permite que os profissionais consigam um estágio mal terminem o seu curso. Exemplo desse sucesso, disse o Secretário da Saúde, é a área de enfermagem. Um estudo apresentado, na cerimónia, mostra que os enfermeiros que estiveram no “Estagiar L” estão quase todos empregados.
A finalizar, Miguel Correia deixou uma palavra de esperança aos 65 novos enfermeiros que agora assumem formalmente o seu percurso profissional de vida, dizendo-lhes que nos tempos que passam “é importante saberem enfrentar as adversidades”. Registou também a cooperação e diálogo que o Governo sempre tem encontrado da parte da Ordem dos Enfermeiros.
GaCS
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