A Secretária Regional da Solidariedade Social desafiou hoje os homens, em particular os empresários, para que se envolvam no combate à desigualdade de género, frisando que o debate sobre esta temática “não é uma prorrogativa das mulheres”.
“A igualdade de género não é nem se mede apenas por uma estatística, e não significa a paridade a 50 por cento, mas a igualdade de acesso no exercício de cargos, tarefas e funções dentro e fora das empresas”, frisou Piedade Lalanda, que falava na abertura do Encontro Temático sobre Igualdade de Género, onde abordou o tema “A Importância do Aprofundamento da Igualdade de Género nas Organizações”.
Piedade Lalanda salientou que "a paridade de género beneficia a qualidade da vida”, permitindo ainda que “os homens desfrutem de mais tempo para a própria vida privada e familiar”.
“Está em causa potenciar as competências e a rentabilidade dos colaboradores, homens e mulheres”, acrescentou, frisando que isso implica “promover a igualdade de acesso dentro e fora da empresa, quer aos domínios da formação, da liderança, quer no desempenho dos papéis familiares ou mesmo na participação cívica, que integram de forma complementar a identidade de cada um dos trabalhadores”.
Nesse sentido, a Secretária Regional recordou que, desde 2011, os Açores contam com a Comissão Regional para a Igualdade no Trabalho e nas Empresas (CRITE- A), que tem por missão “a promoção da igualdade e não discriminação entre homens e mulheres no trabalho, no emprego e na formação profissional, bem como a proteção da maternidade e da paternidade e a conciliação da atividade profissional com a vida familiar, através da colaboração na aplicação de disposições legais e convencionais nesta matéria nos setores privado, público e cooperativo”.
Piedade Lalanda salientou que a CRITE-A “não é um mero órgão fiscalizador ou incriminatório”, uma vez que também visa proporcionar o debate e a reflexão capazes de propor as alterações que se impõem para que “o mundo do trabalho e do emprego seja mais justo e mais paritário”.
“É importante que, através desta comissão, possamos reforçar o debate e a reflexão sobre os problemas que impedem uma clara assunção da igualdade de género nas organizações dos Açores, sem esquecer que esta comissão tem também um papel importante na defesa dos trabalhadores, no que diz respeito ao cumprimento da lei”, afirmou.
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GaCS
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