Em boa verdade”, acrescenta Carlos César, “nós se agora começamos a pagar a formação profissional aos agentes da PSP, não tarda que o façamos também com os militares, com os funcionários de finanças, enfim, não tarda estarmos a pagar as remunerações do Governo da República”.
No entanto, o Presidente do Governo dos Açores “não estranha” a posição do Ministro porque, diz, “há uma estratégia muito concertada, e infelizmente com aliados na Região, de desresponsabilização do Estado e do Governo da República nas suas funções de soberania na Região Autónoma dos Açores. Já está muito evidenciada, por exemplo, no caso da Universidade dos Açores, em que já se pede à Região aquilo que o Governo da República deve fazer, no caso da RTP-Açores, onde já se pede à Região que pague aquilo que o Governo da República deve fazer, no caso dos aeroportos nos Açores e no caso das obrigações de serviço público”.
Para Carlos César, trata-se de “uma sucessão de acontecimentos que não pode deixar de estar concertada, mas infelizmente tem aliados nos Açores. Há pessoas que nos Açores, só para defender o Governo da República, não se importam que a Região fique mergulhada nesses compromissos e fique afetada no seu equilíbrio financeiro”.
Em declarações aos jornalistas hoje na Horta, o Presidente do Governo referiu que a líder do PSD-Açores tem a “singularidade” de, “ao mesmo tempo que está sempre a dizer que a Região está numa situação financeira muito difícil, ao mesmo tempo está sempre a prometer coisas que custam dinheiro à Região Autónoma dos Açores”.
Carlos César esclareceu que há funções que são do Estado e há funções que são da Região. “As funções que são do Estado devem ser suportadas pelo próprio Estado. As funções que são da região são suportadas por nós. É esse o sentido de corresponsabilidade e de partilha que deve existir entre as instituições nacionais e a as regionais”.
Reafirmando a sua incredulidade face à posição assumida pelo Ministro da Economia e Emprego, “e ainda por cima por escrito”, o Presidente do Governo dos Açores adiantou que o que o ofende mais, como açoriano, “é saber que há na Região quem esteja sempre disposto a dizer que sim a essa gente, desde que seja para proteger o Governo da República e a Região pagar mais, pagar mais, pagar mais. Isso é que não pode acontecer nos Açores”, concluiu.
2012.04.27-PGR-ComentárioMinistroEconomia.mp3 |
GaCS
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