
===== COM EMBARGO ATÉ ÀS 20H30 =====
Texto integral da intervenção do Presidente do Governo, Carlos César, proferida hoje, no jantar oferecido a Sua Alteza Sereníssima, o Príncipe Alberto II do Mónaco, por ocasião da sua visita aos Açores:
“A visita de Vossa Alteza Sereníssima aos Açores não é, para nós, apenas mais uma visita de um alto dignitário de uma região ou de um país amigo.
O Principado do Mónaco tem um lugar reservado no imaginário açoriano, não só pela singularidade e pelas incidências da sua longa História, mas, sobretudo, por uma ligação e um conhecimento efectivos do nosso povo, forjados a partir das mais de uma dezena de expedições científicas do Príncipe Alberto I ao nosso arquipélago, nos finais dos anos oitocentos.
Ao longo das nossas ilhas encontramos, frequentemente, o registo dessa relação na toponímia, na referenciação ou até na designação de instituições científicas nos Açores, na investigação contemporânea associada ao património natural, nas colecções dos museus e bibliotecas ou, inclusive, na nomenclatura do mar que nos rodeia – são os casos de denominações como a Fossa Oceânica do Hirondelle ou o Banco Princesa Alice. Nesta altura, por exemplo, está patente na Biblioteca Pública de Ponta Delgada uma exposição sobre História Natural, integrada no centenário de Darwin, que tem a colaboração do Museu Oceanográfico do Mónaco. Também neste jantar está presente uma investigadora que editou recentemente uma tese de Mestrado justamente dedicada ao Príncipe Alberto I do Mónaco e à sua relação com o cientista Afonso Chaves e a Meteorologia nos Açores, da qual se elaborou uma edição especial de divulgação que tive a oportunidade, há poucos momentos, de oferecer a Vossa Alteza.
Antigas e novas gerações aprenderam, assim, a apreciar essa lembrança e a torná-la presente, sobretudo agora que tanto procuramos valorizar a nossa condição de região atlântica central, baseada no nosso compromisso com a sua qualidade ambiental e na sua vocação de laboratório natural e espaço de ciência para o desenvolvimento sustentável.
É, pois, com muita honra, mas também com a consciência do alto significado e valor histórico deste momento que, em nome do Governo dos Açores, saúdo a presença, entre nós, de Sua Alteza Sereníssima, o Príncipe do Mónaco, Alberto II.
Sentimos, modestamente, como um dos significados da Sua visita – nesta altura em que fomos também distinguidos pela União Europeia como a Região Europeia do Ano - uma manifestação de reconhecimento pelo nosso passado e pelo nosso presente. Esse reconhecimento ajuda-nos, sem dúvida, a projectar o nome dos Açores. O protocolo que será amanhã assinado com o Instituto de Meteorologia é, igualmente, uma âncora no reforço desta ligação secular, e o trabalho das várias instituições científicas regionais - como as integradas na Universidade dos Açores – valoriza, do mesmo modo, uma nova dimensão na continuidade dessa relação amiga e produtiva.
Permita-me, por fim, que me dirija aos convidados que, hoje, connosco, celebram com satisfação a sua vinda a esta ilha do Faial, pedindo-lhes que se juntem num brinde em que formulamos votos de felicidades pessoais e de perenidade nas boas relações entre o Principado de Mónaco, o nosso País e a nossa Região.
(…)
Regressados à língua pátria, quero agradecer a todos a vossa presença neste jantar, com que acolhemos o nosso ilustre visitante e convidado.
Sentimos que os Açores comunicam um significado muito especial à actual relação bilateral luso-monegasca. Neste caso, como em tantos outros, a nossa Região projecta e abona Portugal, conferindo-lhe a densidade que o avaliza em vários planos internacionais.
Sentimos esta visita também com muita afectividade, relembrando a figura tutelar que representou nos Açores o Príncipe Alberto I do Mónaco. Peço, por isso, que nos juntemos, de pé, evocando esta amizade e celebrando a presença de Sua Alteza Sereníssima o Príncipe Alberto II do Mónaco. Muito obrigado.
Vossa Alteza Sereníssima,
Em sua honra e com votos de prosperidades para o Principado do Mónaco!”
GaCS/CT







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