
Carlos César disse esta tarde que os dois eurodeputados açorianos “têm no Governo Regional um interlocutor permanente e interessado” na concertação de posições em benefício da boa resolução das questões que afectam os Açores.
“Estamos numa fase em que, com a entrada em vigor do Tratado de Lisboa e com o conjunto de desafios que ele representa – do ponto de vista da definição de políticas futuras e do envolvimento dos nossos deputados – a concertação entre a acção dos nossos parlamentares, agora incluídos numa instituição europeia que passou a ter um papel de co-legislador, portanto, um papel reforçado no contexto do processo de decisão da União, justifica-se de forma diferente do que aquela que existia antes da entrada em vigor desse Tratado”, acrescentou.
O presidente do Governo dos Açores, que recebeu, no Palácio de Sant´ Ana, Maria do Céu Patrão Neves e Luís Paulo Alves, realçou o diálogo frutuoso e interessante sobre várias matérias, desde o processo de influência na União Europeia até, por exemplo, à questão das pescas e ao livro verde que está a ser elaborado e de que é relatora a eurodeputada.
Carlos César fez questão de sublinhar que o Governo, fazendo, como lhe compete, o seu trabalho, desenvolveu já uma série de acções, nomeadamente reuniões de auscultação de intervenientes no sector, articulação com os governos da Madeira e das Canárias de uma posição institucional e política sobre essa matéria, a apresentação ao Conselho Consultivo das Águas Ocidentais do Sul de uma posição, que foi adoptada – o mesmo se verificando no seio da Conferência de Presidentes das Regiões Ultraperiféricas – tudo no sentido de reforçar as posições açorianas, explicadas, aliás, por ele próprio, em Bruxelas, ao presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso.
GaCS/CT






