
O Presidente do Governo dos Açores recordou as muitas expedições científicas do Príncipe Alberto I aos Açores, nos finais do século XIX, para justificar o lugar privilegiado que o Principado do Mónaco ocupa no imaginário dos açorianos.
Falando, justamente, na presença do trineto do monarca, o Príncipe Alberto II – que se encontra de visita à ilha do Faial, acompanhado do Ministro do Ambiente do Mónaco –, Carlos César acrescentou que essa relação está referenciada um pouco por todo o arquipélago, quer na toponímia, quer na designação de instituições científicas, quer ainda na nomenclatura do mar que rodeia as ilhas, de que são exemplos a Fossa Oceânica do Hirondelle ou o Banco Princesa Alice.
“Antigas e novas gerações aprenderam, assim, a apreciar essa lembrança e a torná-la presente, sobretudo agora que tanto procuramos valorizar a nossa condição de região atlântica central, baseada no nosso compromisso com a sua qualidade ambiental e na sua vocação de laboratório natural e espaço de ciência para o desenvolvimento sustentável”, afirmou.
Frisando que os açorianos – numa altura em que os Açores são a Região Europeia do Ano – sentem esta visita como “uma manifestação de reconhecimento pelo nosso passado e pelo nosso presente”, o Presidente do Governo Regional manifestou-se convicto de que esse reconhecimento ajuda, sem dúvida, a projectar o nome dos Açores.
Carlos César considerou, também, o protocolo entre o Museu Oceanográfico do Mónaco e o Instituto de Meteorologia, a assinar neste sábado e integrado no programa da visita, “ uma âncora no reforço desta ligação secular.”
A concluir a sua breve intervenção em francês e português, por ocasião do jantar em honra de Alberto II que teve lugar no Centro Interpretativo do Vulcão dos Capelinhos, o Presidente do Governo realçou o significado muito especial que os Açores conferem à actual relação bilateral luso-monegasca.
“Neste caso, como em tantos outros, a nossa Região projecta e abona Portugal, conferindo-lhe a densidade que o avaliza em vários planos internacionais”, disse.
O jantar em honra de Alberto II foi antecedido de uma visita do chefe da Casa Grimaldi ao Centro Interpretativo do Vulcão dos Capelinhos, que o monarca disse ter tê-lo impressionado muito favoravelmente, quer pela qualidade daquela infra-estrutura, quer pela sua harmoniosa integração na área do vulcão.
No final da visita, Carlos César e Alberto II trocaram ofertas, tendo o Presidente do Governo dos Açores presenteado o monarca monegasco com uma tela de Carlota Monjadino, em acrílico sobre tela, intitulada “Costa Fustigada”, e como livro “Alberto I de Mónaco, Afonso Chaves et la Météorologie aux Açores”, de Conceição Tavares, uma edição patrocinada pelo Governo Regional.
GaCS/CT







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