segunda-feira, 2 de maio de 2016

Números do Turismo “não devem ser um fator de deslumbramento”, afirma Vítor Fraga

O Secretário Regional do Turismo e Transportes afirmou hoje, no Faial, que é importante ter presente que os números do turismo “não devem ser um fator de deslumbramento”, frisando que as estatísticas são um instrumento importante, mas “para quem trabalha o setor", ajudando a orientar o trabalho e a tomar decisões.

Vítor Fraga, que falava na inauguração do empreendimento de turismo rural 'Pátio Lodge', nos Cedros, salientou que, “no âmbito do Turismo em Espaço Rural (TER), onde se integra este empreendimento, em três anos, ou seja, nesta legislatura, no primeiro Governo liderado por Vasco Cordeiro, tivemos um crescimento de 62%”.

O titular da pasta do Turismo acrescentou que, segundo o Serviço Regional de Estatística dos Açores, “a projeção deste crescimento nos primeiros dois meses do ano é de cerca de 150%”.

Vítor Fraga frisou, no entanto, que “não nos podemos deslumbrar com os resultados obtidos até agora, porque o que interessa, acima de tudo, é o futuro".

"As estatísticas e os bons resultados devem servir sim como um estímulo para prosseguirmos com a inquietude, com o inconformismo, com a vontade permanente de fazermos mais e melhor, no fundo, com a capacidade de, diariamente, fazermos acontecer”, afirmou.

Vítor Fraga salientou que foi nesse sentido que o Governo dos Açores lançou o Plano Estratégico e de Marketing do Turismo dos Açores (PEMTA), que considerou ser “o plano mais abrangente de sempre, ao nível da sua elaboração".

"Ouvimos a população, os decisores políticos, os agentes que trabalham direta e indiretamente o setor e temos um documento que é o documento orientador para os próximos anos, até 2020, um documento que deve ser seguido por todos", afirmou.

"Não é o documento do Governo, é o documento de todos nós, entidades públicas e entidades privadas”, sublinhou Vítor Fraga.

O Secretário Regional acrescentou que, agora com o documento em fase de implementação, torna-se necessário ter presentes os quatro grandes objetivos do PEMTA.

"Em primeiro lugar, melhorar e enriquecer a qualidade da experiência turística de quem nos visita, em segundo, contribuir para a preservação e conservação dos espaços naturais e culturais da Região, em terceiro, contribuir para o desenvolvimento económico da Região e, em quarto, melhorar o desempenho das atividades do turismo, ou seja, melhorar a rentabilidade de todas as empresas que trabalham no setor”, recordou.

Vítor Fraga frisou ainda que, em linha com o que está definido no PEMTA, o Turismo em Espaço Rural "é muito mais do que uma unidade de alojamento", acrescentando que o TER "deve incorporar atividades, porque só assim temos condições de proporcionar experiências únicas a quem nos visita, que é o resultado de uma identificação clara daquilo que é o nosso património natural, edificado e cultural”.

Nesse sentido, o Secretário Regional salientou que o TER “é, efetivamente, um dos principais subprodutos do turismo de natureza e tem um impacto direto na economia local, mesmo nas microeconomias, porque potencia o contacto direto de quem nos visita com as empresas locais das freguesias, do ambiente rural, potenciando assim que essa economia se possa desenvolver de uma forma sustentável”.

Para o Secretário Regional, a sustentabilidade “é algo que devemos ter sempre presente, não só a sustentabilidade económica, mas também, e não menos importante, a sustentabilidade ambiental e a sustentabilidade social”.

"O turismo dos Açores só é bom se for bom para quem cá vive e é isto que nós temos que perceber. O desenvolvimento deste setor faz-se com objetivos claros, por um lado, gerar riqueza, tornar a nossa economia mais forte e, por outro, preservar e criar postos de trabalho”, frisou Vítor Fraga.

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